Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
MEMORIAL MÓDULO 2
Este memorial refere-se ao segundo módulo estudado no curso técnico de formação para os funcionários da educação (Profuncionário) em Multimeios Didáticos, cujo tema abordado foi “Educadores e educandos: tempos históricos”, parte que integra o bloco de formação pedagógica.
A temática a qual se refere este módulo é de extrema relevância, visto que evidencia uma compreensão, por parte dos educadores, da organização da educação, da escola e dos processos de construção das instituições escolares ao longo da história do Brasil. Isso possibilita aos profissionais da educação verificarem-se como sujeitos inseridos nesse processo e agentes fundamentais da transformação da escola em um espaço de formação humana.
Inicialmente, por meio dos estudos das unidades propostas, pude refletir acerca da importância em estudar e compreender a educação por meio da história. Esse estudo oportuniza analisar se a escola, ao longo da história, vem cumprindo a significação social que damos a ela, qual seja, a de um local onde se transmite a cultura já produzida e se tem acesso ao conhecimento sistematizado, local de aprendizagens compartilhadas e colaborativas entre seus seguimentos.
Ao analisarmos a escola, é conveniente refletirmos questões como o ensino escolar e a educação e definirmos com mais precisão esses diferentes conceitos. O primeiro, refere-se ao processo de ensino-aprendizagem ocorrido por meio da mediação de conhecimentos sistematizados – no caso da escola, entidade credenciada pelos órgãos competentes – realizada pelos professores e funcionários no interior da escola. O ensino escolar ocorre na relação estabelecida entre professor e aluno por meio da partilha de vivencias, de saberes, os quais o professor organiza de forma sistemática e intencional. Quanto à educação, essa não se prende aos limites da escola, é mais ampla. O conceito de educação abarca as mais diversas esferas sociais, visto que em qualquer instituição social (e a escola está entre elas) ou ambiente que proporcione alguma forma de apropriação de conhecimentos, ali se educa. Como nos remete Silva: “A educação é uma prática social, e acontece nas relações entre os seres humanos, com o desejo de socializá-los e humanizá-los culturalmente.” (2005, p. 17).
Segundo a autora, todos nós educamos. Esse é um processo que ocorre naturalmente, por meio de ações, vivências, livros, revistas, filmes, viagens, entre tantas outras formas de interação da humanidade. Em cada momento histórico são mais valorizadas algumas formas de interação em detrimento de outras, o que depende das demandas impostas pela sociedade de cada período. Assim, entende-se que existe um movimento constante que influencia a formação da cultura de um povo, de uma civilização, as informações que são transmitidas de geração em geração.
Eis um papel relevante da história, manter viva a memória das ressignificações ocorridas na sociedade. Nesse sentido, a escola se consubstancia em uma instituição formal, responsável por transmitir de forma sistematizada a educação dos homens e mulheres construídas ao longo do tempo. Analisar essa construção permite-nos enxergar nossas origens, nossas raízes e compreender as formas organizacionais da sociedade.
Tendo em vista a grande contribuição, exposta acima, que a história nos proporciona no entendimento das organizações sociais, nada mais coerente que realização de um estudo mais aprofundado no que tange a historicidade do nosso país, tendo como foco a educação – objeto principal deste ensaio.
No Brasil, durante a colonização portuguesa, houve uma organização, com relação à educação, iniciada pelos padres da Companhia de Jesus , mais conhecidos como Jesuítas. O território brasileiro era habitado por nativos quando os portugueses aqui chegaram, e a igreja intencionava evangelizá-los, catequizá-los, propagar a fé cristã e “[...] introduzir o princípio do trabalho como instrumento de dignificação do homem e contribuir com a Coroa Portuguesa no processo de colonização e exploração das terras” (SILVA, 2005, p. 22). Para tanto, perceberam a necessidade dos nativos aprenderem a ler e escrever, ou não seria possível converte-los à fé católica. Dessa forma, consolidaram-se as missões, das quais fiz referência de forma mais detalhada no 1º módulo.
Considera-se que em 1549, com a chegada dos padres da Companhia de Jesus, o Brasil passou a ter uma educação formal, tendo em vista a criação de vários colégios, seminários e internatos que criaram em território brasileiro. Essas instituições eram destinadas à educação das elites, filhos de portugueses, fazendeiros e senhores de engenho. A educação ensinada pelos padres garantia a continuação dos trabalhos missionários, além de formar administradores locais.
Os portugueses, ao colonizarem o Brasil, organizaram-se “[...] nas capitanias hereditárias, nas sesmarias, nas grandes propriedades rurais, na utilização de mão-de-obra dos nativos e dos escravos e na apropriação dos bens naturais.” (SILVA, 2005, p.23). A instauração de valores morais, éticos e comportamentais nos padrões da cultura européia também fez parte do projeto de colonização. Pode-se dizer que a escola, desde os tempos jesuíticos, tem papel fundamental na construção dessa “integração” cultural dos povos indígenas no nosso país (GRANDO, S/D).
É importante, para um melhor entendimento dos processos históricos, pelos quais o Brasil percorreu, visualizar o panorama Europeu no século XVIII, entre os anos de 1740 e 1789. Este foi um período de grandes manifestações no que tange à razão humana, à visão de mundo, ao que se considerava certo ou errado e às formas de expressão de pensamentos. Filósofos e cientistas, entre eles: Newton, Lokce, Hume, Rousseau, Kant e Hegel, que são de suma importância, defendiam que a razão, aliada ao raciocínio sistemático e rigoroso, iluminaria as ações da humanidade. Opunham-se aos saberes divinos e religiosos, propondo um projeto de sociedade fundamentado na individualidade, na propriedade privada, na laicização, etc.; inspiravam-se na ciência para explicar o progresso humano.
Os impactos desse movimento, conhecido como Ilustração, foram de grande proporção e, no que se refere à Portugal, enfraqueceram a monarquia. Em meio à demasiada turbulência, a Corte portuguesa vivia uma dicotomia, procurando, de um lado, manter as estruturas conservadoras e práticas religiosas, e de outro, aderir aos novos conceitos que emergiam.
O Marquês de Pombal é uma figura que ilustra de brilhante forma a apreensão da Corte portuguesa em tomar parte das novas mentalidades, visto que um de seus principais ideais era colocar Portugal no mesmo patamar de outras nações européias consideradas modernas. Para tanto, reafirmar a autoridade real sobre a religiosa era necessário. Nesse sentido, entre outras ações, o primeiro ministro reduziu os privilégios da nobreza, aumentou a cobrança de impostos e expulsou os Jesuítas de Portugal e de todos os seus reinos, o que refletiu diretamente na educação brasileira.
Em 1759, com a expulsão dos padres Jesuítas do Brasil, houve um retrocesso da educação no país: os materiais pedagógicos que utilizavam para o ensino foram proibidos, não podiam circular; foi criado um imposto chamado “Subsídio Literário” para que os professores pudessem ser pagos; foram criadas as aulas régias avulsas, de nível secundário e somente para meninos; a educação escolar era utilitária e profissional. Avalia-se que nesse período Igreja e Estado travavam uma luta de poderes, a saber, definir qual dessas instituições passaria a ditar as regras.
No que diz respeito à vinda da família real portuguesa ao Brasil, evidencia-se um desinteresse exacerbado com relação à nação brasileira. A Corte não tinha a menor afetividade a essas terras, especialmente a princesa Carlota Joaquina, o que foi possível observar no filme “Carlota Joaquina – Princesa do Brasil” . Insta salientar que não vieram ao acaso - Portugal passava por sérias crises políticas e econômicas, o que obrigou D. João VI a fugir (trazendo consigo cerca de quinze mil pessoas), em 1808, da invasão das tropas napoleônicas, aqui permanecendo até 1820. Entretanto, são perceptíveis muitas mudanças, em nosso território, a partir dessa estadia, tais como: o crescimento das cidades, o aumento da exportação de produtos primários, o favorecimento do comércio com os ingleses e a garantia de empréstimos externos.
A educação, no período supracitado, era privilégio de poucos. D. João VI dedicou-se à educação das elites. Esta parcela da sociedade, que desejava viver com os mesmos costumes da Europa, mandava seus filhos para estudar fora e, quando retornavam, tornavam-se professores das escolas superiores. A educação formal conduzida por D. João VI focava a formação de dirigentes para a administração pública, a população oprimida e trabalhadora (que de certo modo organizou-se) ficou restrita às aulas régias.
Observa-se que a educação no país ficou “solta”, não havia a organização de um sistema de ensino para todos. Esse cenário não foi diferente com relação à estadia da Corte no Brasil, nem mesmo em relação à independência. Vejamos então, algumas considerações relevantes acerca dos aspectos educacionais de 1822 a 1889, período em que D. Pedro I estava à frente do Brasil, até a instituição da República.
Com a Constituição de 1824 se começa a pensar em uma educação primária. Mulheres e escravos eram excluídos do acesso às escolas. O governo se sentia desobrigado de proporcionar uma formação humana, queria construir a sociedade sem garantir escolarização à população. O método disseminado neste período foi o Lancasteriano , de caráter multiseriado, o que demonstrou um descaso com a educação e provocou uma desvalorização dos professores. Já o nível médio, era um privilégio dos mais abastados.
Mais tarde, com o Ato Adicional de 1834, o ensino foi descentralizado, passando a ser uma responsabilidade das províncias seu financiamento, oferta e organização. Dessa forma, no Segundo Reinado, espalharam-se pelas províncias, em número insuficiente, os liceus, escolas normais, paroquiais e domésticas, colégios masculinos e femininos e seminários. Entretanto, ao final do Império o jurista Rui Barbosa denunciava a precariedade em que se encontrava a educação brasileira.
Com a república, evidencia-se certa pressão por parte da população pela educação escolar. Ocorreram várias reformas no sentido de darem uma direção à educação primária, ao curso normal e ao ensino escolar. O ensino secundário e superior ficou sob a responsabilidade do Sistema Federal e o ensino primário e profissional para o Sistema Estadual.
Em 1930, o Brasil passava por grande crise econômica causada pela decadência dos preços do café. Houve muito desemprego, fome e miséria. Quando Getúlio Vargas chega à presidência, aponta mudanças sociais, trabalhistas e partidárias, reorganizando a sociedade brasileira. Nesse cenário, era preciso cidadãos que soubessem ler e escrever, o que acarretou a necessidade de uma escola que desse conta desse processo, que formasse mão-de-obra capacitada.
O Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, de 1932, consubstanciou-se em proposta de reconstrução educacional para o Brasil, com princípios como: universalização da educação, laicidade, gratuidade, obrigatoriedade, descentralização, formação universitária para docentes, entre outros. Os pioneiros defendiam a educação pública como obrigação do Estado e caminho para a modernização. Este movimento causou uma ruptura na maneira de se pensar a educação, esta, passou a considerar a individualidade do aluno e a escola como um instrumento para a criação de uma sociedade solidária e cooperativa.
Outros fatores importantes foram: a Constituição de 1934 que delegou novas atribuições ao governo e distribuiu as responsabilidades sobre a organização e manutenção dos sistemas educativos aos Estados e ao Distrito Federal; o segundo Manifesto, de 1958, que trazia a discussão de uma educação voltada para o trabalho e desenvolvimento econômico e ainda, de caráter solidário, cooperativo, democrático, etc. (Essa forma de pensamento culmina, mais tarde, em um período que, nas tendências pedagógicas é conhecido como Tecnicismo, no qual o ensino passou a ser um processo de formação de especialistas, em que o professor era um mero aplicador de técnicas (FACCI, 2004)); o período militar que se caracterizou pela rigidez, restrita liberdade de expressão dos povos, repressão, censura, tortura, negação dos direitos sociais e pelo tratamento da educação como instrumento de controle moral – todos eram vigiados; a Lei 5692/71 que regulamentou a profissionalização compulsória em todo país, o que na ocasião foi um fracasso, pois não houve a devida estruturação das escolas.
Finalizo esse memorial, considerando o exposto como de suma importância para a formação dos profissionais da educação. Assim, verifica-se a pertinência em reafirmar a relevância de estudos mais aprofundados acerca dos processos educacionais construídos em nosso país ao longo do tempo, pois possibilita que cada funcionário de escola a conheça e se reconheça como agente de transformação social inerente a esse processo. Em suma, o conhecimento dos aspectos históricos da educação nos dá subsídios para que possamos analisar a situação real da escola pública na contemporaneidade.
Referências:
FILME: CARLOTA JOAQUINA, PRINCESA DO BRASIL (Brasil 1995); DIREÇÃO: Carla Camurati; ELENCO: Marieta Severo, Marco Nanini, Ludmila Dayer, Maria Fernanda, Marcos Palmeira, Antonio Abujamra, Vera Holtz, Ney Latorraca. 100 min.
FACCI, M. G. D. Teorias Educacionais e Teorias Psicológicas: em busca de uma psicologia Marxista da Educação. In: Duarte, N. Crítica ao Fetichismo da Individualidade. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.
GRANDO, B. S. Educação Escolar Indígena e o Processo de “Integração” dos Povos Indígenas à Sociedade Brasileira: um movimento histórico de luta e resistência cultural. S/D Disponível em: <168.96.200.17/ar/libros/anped/ 0601P. PDF> Acesso em: 15/09/2008
SILVA, M. A. Educadores e Educandos: tempos históricos. 1ª. ed. Brasília: MEC/SEB, 2005. v. 01. 103 p.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento, produzido pela escola e devidamente regulamentado, no qual é traçado todo o trabalho pedagógico que a escola realiza. A escola, segundo Veiga (2008) é o local de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que deve abarcar a realidade social de seus alunos, ou seja, considerar o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, é fundamental uma escola consciente, que tenha seu papel bem definido e trabalhe com vistas a tal projeto. Dessa forma, avalia-se desnecessário que órgãos superiores como: Núcleo Regional de Educação ou Secretaria de Estado da Educação pressionem a elaboração desse documento. A escola deve assumir suas responsabilidades, e entre elas, a construção do PPP, utilizando esses órgãos superiores apenas como suporte para eventuais dúvidas ou esclarecimentos. Entretanto, faz-se necessário o fortalecimento das relações entre escola e sistemas de ensino (VEIGA, 2005).
Veiga (2005) analisa que um projeto vai além do sentido etimológico da palavra: plano, intento, desígnio. É também político,
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. (VEIGA, 2005, p. 13)
Entendendo como Projeto a busca de um direcionamento, como Político, a articulação dos interesses sóciopolíticos de uma determinada sociedade, como Pedagógico, a intencionalidade da escola, e verificando a indissociabilidade dos dois últimos, pode-se considerar que um Projeto Político Pedagógico é um processo constante de discussões e reflexões dos problemas encontrados na realidade escolar, e assim, uma busca de alternativas, coletivamente evidenciadas, que possam levar à superação de tais problemas.
Para que o PPP seja construído de forma comprometida faz-se necessário em sua composição, segundo Veiga (2005), a presença de alguns princípios norteadores, tais como: igualdade – de acesso e permanência na escola, de oportunidades; qualidade – técnica, no que diz respeito aos instrumentos e conteúdos, política, no que concerne ao desafio do manejo adequado de instrumentos capazes de fazer a história humana; gestão democrática – tendo em vista um processo coletivo de elaboração, de socialização escolar; liberdade – associado à idéia de “autonomia” – para Neves (2005), a autonomia da escola é um exercício de democratização desse espaço, é delegar ao diretor da escola e aos demais organizadores do trabalho pedagógico como um todo a possibilidade de resolver as situações que sua clientela demanda, e não ter que encaminha-la à órgãos superiores; e a valorização do magistério – tendo em vista que a qualidade do ensino está inteiramente ligada ao profissional docente. A autora considera que a elaboração de um PPP, seguindo os princípios acima expostos, aliada a um aprofundamento das questões referente à organização do trabalho pedagógico, contribui de forma expressiva para a compreensão dos limites e possibilidades dos projetos políticos voltados às classes menos favorecidas.
Todavia, os seguimentos da escola devem ter claros os princípios norteadores do projeto da escola, além disso, devem ter consciência de que “[...] a dominação no interior da escola efetiva-se por meio das relações de poder que se expressam nas práticas autoritárias e conservadoras dos diferentes profissionais, distribuídos hierarquicamente, bem como por meio das formas de controle existentes no interior da organização escolar” (VEIGA, 2005, p. 21), tendo em vista que essa forma de organização pode descaracterizar a escola como instituição histórica e socialmente determinada.
Tendo em vista o exposto, considera-se de suma importância explicitar elementos que devem compor um PPP, pois a clarificação de alguns aspectos que envolvem sua elaboração possibilita uma melhor compreensão do processo de elaboração do mesmo. Veiga (2005) salienta sete elementos que considera básicos na construção de um PPP, a saber, as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação.
As finalidades devem ser bem definidas e os educadores, ter clareza da ação educativa que a escola desenvolve em termos de cultura, política, formação profissional e humana; as estruturas administrativas organizam a parte de recursos físicos e humanos e as pedagógicas organizam as funções educativas para que a escola atinja suas finalidades; o currículo abarca a construção social do conhecimento e é inerente à organização escolar; o tempo escolar é um fator imprescindível para a organização de todo o trabalho pedagógico; o processo de decisão deve englobar todos os seguimentos da escola, ser democrático; as relações de trabalho devem ser estabelecidas de forma colaborativa para um bom andamento escolar, calcada em atitudes de solidariedade e reciprocidade; a avaliação nos leva a conhecer a realidade escolar e assim colocarmos em prática o projeto, por isso é fator fundamental.
Para finalizar, vale ressaltar que Veiga (2005) reafirma a necessidade de a escola tomar uma nova postura com relação à organização do seu trabalho pedagógico – sob a ótica de Santiago (2005, p.163), isso se constitui um grande desafio aos educadores, uma vez que precisam ter claros [...] os propósitos que definem a intencionalidade e a dimensão das transformações que, necessariamente, deverão ocorrer na escola [...]. Precisa se desvencilhar da divisão e fragmentação do trabalho e sua hierarquização, além de refletir o cotidiano da escola em meio a um processo coletivo, de participação, no qual aja a ação e a interação de todos de forma comprometida.
Referências:
NEVES, C. M. C. Autonomia da Escola Pública: um enfoque operacional. . In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
SANTIAGO, A. R. F. Projeto-Político Pedagógico da Escola: desafio à organização dos educadores. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento, produzido pela escola e devidamente regulamentado, no qual é traçado todo o trabalho pedagógico que a escola realiza. A escola, segundo Veiga (2008) é o local de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que deve abarcar a realidade social de seus alunos, ou seja, considerar o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, é fundamental uma escola consciente, que tenha seu papel bem definido e trabalhe com vistas a tal projeto. Dessa forma, avalia-se desnecessário que órgãos superiores como: Núcleo Regional de Educação ou Secretaria de Estado da Educação pressionem a elaboração desse documento. A escola deve assumir suas responsabilidades, e entre elas, a construção do PPP, utilizando esses órgãos superiores apenas como suporte para eventuais dúvidas ou esclarecimentos. Entretanto, faz-se necessário o fortalecimento das relações entre escola e sistemas de ensino (VEIGA, 2005).
Veiga (2005) analisa que um projeto vai além do sentido etimológico da palavra: plano, intento, desígnio. É também político,
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. (VEIGA, 2005, p. 13)
Entendendo como Projeto a busca de um direcionamento, como Político, a articulação dos interesses sóciopolíticos de uma determinada sociedade, como Pedagógico, a intencionalidade da escola, e verificando a indissociabilidade dos dois últimos, pode-se considerar que um Projeto Político Pedagógico é um processo constante de discussões e reflexões dos problemas encontrados na realidade escolar, e assim, uma busca de alternativas, coletivamente evidenciadas, que possam levar à superação de tais problemas.
Para que o PPP seja construído de forma comprometida faz-se necessário em sua composição, segundo Veiga (2005), a presença de alguns princípios norteadores, tais como: igualdade – de acesso e permanência na escola, de oportunidades; qualidade – técnica, no que diz respeito aos instrumentos e conteúdos, política, no que concerne ao desafio do manejo adequado de instrumentos capazes de fazer a história humana; gestão democrática – tendo em vista um processo coletivo de elaboração, de socialização escolar; liberdade – associado à idéia de “autonomia” – para Neves (2005), a autonomia da escola é um exercício de democratização desse espaço, é delegar ao diretor da escola e aos demais organizadores do trabalho pedagógico como um todo a possibilidade de resolver as situações que sua clientela demanda, e não ter que encaminha-la à órgãos superiores; e a valorização do magistério – tendo em vista que a qualidade do ensino está inteiramente ligada ao profissional docente. A autora considera que a elaboração de um PPP, seguindo os princípios acima expostos, aliada a um aprofundamento das questões referente à organização do trabalho pedagógico, contribui de forma expressiva para a compreensão dos limites e possibilidades dos projetos políticos voltados às classes menos favorecidas.
Todavia, os seguimentos da escola devem ter claros os princípios norteadores do projeto da escola, além disso, devem ter consciência de que “[...] a dominação no interior da escola efetiva-se por meio das relações de poder que se expressam nas práticas autoritárias e conservadoras dos diferentes profissionais, distribuídos hierarquicamente, bem como por meio das formas de controle existentes no interior da organização escolar” (VEIGA, 2005, p. 21), tendo em vista que essa forma de organização pode descaracterizar a escola como instituição histórica e socialmente determinada.
Tendo em vista o exposto, considera-se de suma importância explicitar elementos que devem compor um PPP, pois a clarificação de alguns aspectos que envolvem sua elaboração possibilita uma melhor compreensão do processo de elaboração do mesmo. Veiga (2005) salienta sete elementos que considera básicos na construção de um PPP, a saber, as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação.
As finalidades devem ser bem definidas e os educadores, ter clareza da ação educativa que a escola desenvolve em termos de cultura, política, formação profissional e humana; as estruturas administrativas organizam a parte de recursos físicos e humanos e as pedagógicas organizam as funções educativas para que a escola atinja suas finalidades; o currículo abarca a construção social do conhecimento e é inerente à organização escolar; o tempo escolar é um fator imprescindível para a organização de todo o trabalho pedagógico; o processo de decisão deve englobar todos os seguimentos da escola, ser democrático; as relações de trabalho devem ser estabelecidas de forma colaborativa para um bom andamento escolar, calcada em atitudes de solidariedade e reciprocidade; a avaliação nos leva a conhecer a realidade escolar e assim colocarmos em prática o projeto, por isso é fator fundamental.
Para finalizar, vale ressaltar que Veiga (2005) reafirma a necessidade de a escola tomar uma nova postura com relação à organização do seu trabalho pedagógico – sob a ótica de Santiago (2005, p.163), isso se constitui um grande desafio aos educadores, uma vez que precisam ter claros [...] os propósitos que definem a intencionalidade e a dimensão das transformações que, necessariamente, deverão ocorrer na escola [...]. Precisa se desvencilhar da divisão e fragmentação do trabalho e sua hierarquização, além de refletir o cotidiano da escola em meio a um processo coletivo, de participação, no qual aja a ação e a interação de todos de forma comprometida.
Referências:
NEVES, C. M. C. Autonomia da Escola Pública: um enfoque operacional. . In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
SANTIAGO, A. R. F. Projeto-Político Pedagógico da Escola: desafio à organização dos educadores. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Relatório de Observação: aulas de História
Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Relatório de Observação: aulas de História
Aos oito e nove dias do mês de setembro de 2008 estive no Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – Ensino Fundamental e Médio para fins de observação de quatro aulas da disciplina de História. Insta salientar que uma das aulas ministradas no dia nove tratava-se de uma reposição de aula. As aulas observadas foram da turma do 2° Ano B do Ensino Médio, período noturno, ministradas pelo professor Célio Rinaldim Spósito. Na ocasião o conteúdo trabalhado, de forma expositiva, referiu-se ao capítulo 23 do livro didático: Nova História Integrada, de FERREIRA, João Paulo Mesquita Hidalgo e FERNANDES, Luiz Estevam de Oliveira. Nas duas primeiras aulas observadas, no dia oito, o professor trabalhou a parte que contempla conteúdos acerca do Primeiro Império e Período Regencial. Comentou sobre as lutas políticas do período; a consolidação da independência do Brasil; o declínio do Primeiro Império, devido à forma absolutista de D. Pedro I governar, perdendo assim, o apoio da aristocracia rural; a abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, Pedro de Alcântara (de 5 anos), devido à pressão realizada pelo exército – com isso formou-se uma regência trina a fim de governar até a maioridade do príncipe herdeiro; o período liberal, assim conhecido pelas tendências liberais dos partidos que surgiram na época: Partido Liberal Moderado, com um liberalismo presente apenas na tendência à descentralização política, Partido Liberal Exaltado, que propunham a República e a abolição da escravatura, Partido Restaurador, que defendia a volta do ex-imperador; o período conservador, de reorganização política, no qual o Partido Conservador e o Partido Progressista dominaram por mais de 50 anos; e a regência una. Nas outras duas aulas observadas, no dia nove, o professor trabalhou com as questões do Segundo Império. Fez um retrospecto sobre o panorama do Brasil, na época, colocando como se encontrava a situação política e tratou de temas como o “parlamentarismo às avessas”, explicando que os ministros não aceitavam suas determinações; a dívida externa, devido à importação, pois o Brasil não possuía manufaturas; as exportações do café, açúcar, borracha, cacau, e outros produtos, causando sérios riscos à economia brasileira; as importações, que no início eram especialmente para bens de consumo imediato e passam a ser para a industrialização; o impulso da atividade industrial brasileira; questões da política externa; e a rivalidade entre os países platinos. Em um segundo momento foram propostas algumas atividades do livro didático que revêem o capítulo estudado. Foi possível notar que é um tanto difícil chamar a atenção de todos os alunos utilizando o método expositivo, o qual o professor fez uso, especialmente se tratando de alunos do período noturno, que na maioria dos casos são trabalhadores. Entretanto, são muitas informações a serem dadas em um curto período de tempo. O professor mencionou que, na próxima aula da turma, traria um documentário que os auxiliariam na compreensão dos conteúdos estudados.
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Relatório de Observação: aulas de História
Aos oito e nove dias do mês de setembro de 2008 estive no Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – Ensino Fundamental e Médio para fins de observação de quatro aulas da disciplina de História. Insta salientar que uma das aulas ministradas no dia nove tratava-se de uma reposição de aula. As aulas observadas foram da turma do 2° Ano B do Ensino Médio, período noturno, ministradas pelo professor Célio Rinaldim Spósito. Na ocasião o conteúdo trabalhado, de forma expositiva, referiu-se ao capítulo 23 do livro didático: Nova História Integrada, de FERREIRA, João Paulo Mesquita Hidalgo e FERNANDES, Luiz Estevam de Oliveira. Nas duas primeiras aulas observadas, no dia oito, o professor trabalhou a parte que contempla conteúdos acerca do Primeiro Império e Período Regencial. Comentou sobre as lutas políticas do período; a consolidação da independência do Brasil; o declínio do Primeiro Império, devido à forma absolutista de D. Pedro I governar, perdendo assim, o apoio da aristocracia rural; a abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, Pedro de Alcântara (de 5 anos), devido à pressão realizada pelo exército – com isso formou-se uma regência trina a fim de governar até a maioridade do príncipe herdeiro; o período liberal, assim conhecido pelas tendências liberais dos partidos que surgiram na época: Partido Liberal Moderado, com um liberalismo presente apenas na tendência à descentralização política, Partido Liberal Exaltado, que propunham a República e a abolição da escravatura, Partido Restaurador, que defendia a volta do ex-imperador; o período conservador, de reorganização política, no qual o Partido Conservador e o Partido Progressista dominaram por mais de 50 anos; e a regência una. Nas outras duas aulas observadas, no dia nove, o professor trabalhou com as questões do Segundo Império. Fez um retrospecto sobre o panorama do Brasil, na época, colocando como se encontrava a situação política e tratou de temas como o “parlamentarismo às avessas”, explicando que os ministros não aceitavam suas determinações; a dívida externa, devido à importação, pois o Brasil não possuía manufaturas; as exportações do café, açúcar, borracha, cacau, e outros produtos, causando sérios riscos à economia brasileira; as importações, que no início eram especialmente para bens de consumo imediato e passam a ser para a industrialização; o impulso da atividade industrial brasileira; questões da política externa; e a rivalidade entre os países platinos. Em um segundo momento foram propostas algumas atividades do livro didático que revêem o capítulo estudado. Foi possível notar que é um tanto difícil chamar a atenção de todos os alunos utilizando o método expositivo, o qual o professor fez uso, especialmente se tratando de alunos do período noturno, que na maioria dos casos são trabalhadores. Entretanto, são muitas informações a serem dadas em um curto período de tempo. O professor mencionou que, na próxima aula da turma, traria um documentário que os auxiliariam na compreensão dos conteúdos estudados.
MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Manuseando o Projeto Político Pedagógico
Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Manuseando o Projeto Político Pedagógico
Ao analisar o PPP do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – Ensino Fundamental e Médio e da Escola Estadual Princesa Izabel – Ensino Fundamental (estágio), verifiquei que os mesmos seguem um tipo de “padronização” quanto a sua composição e/ou estrutura.
Num primeiro momento, por meio da introdução do documento, as escolas fazem uma análise, evidenciando aspectos diferentes, acerca do momento histórico atual, no qual estão inseridas. Dessa forma, observam o papel da escola na transformação social desse contexto de turbulências e conflitos presentes na contemporaneidade, justificando assim, a necessidade da construção de um eixo norteador para as ações pedagógicas no ambiente escolar, qual seja, o PPP.
Em segundo lugar, cada escola, em seu referido projeto, se identifica por meio de dados como: o endereço; pontos de referência para sua localização; as resoluções e publicações que autorizaram suas ofertas de ensino; as pessoas que se encontravam na Direção na determinada época; os processos de Reconhecimento dos ensinos ofertados e diversas leis que regulamentaram e regulamentam seu funcionamento; a dualidade na administração; a divisão dos espaços da escola – quantidade de salas, laboratório, refeitório, etc.; períodos de funcionamento de cada setor; quadro de professores com a respectiva formação e disciplinas que atuam; quadro de funcionários seguido da função e horário em que atuam; entre outros.
Em terceiro lugar, cada projeto traz seus objetivos considerando a legislação vigente e o contexto de seu alunado. Em seguida, no Marco Situacional, retomam as questões educacionais presentes nas diversas leis vigentes justificando e reivindicando uma educação de qualidade para todos. Colocam o número de alunos que atendem e traçam, pautados em pesquisa, um perfil desse corpo discente. São identificados, dessa forma, vários problemas presentes no cotidiano da escola.
Logo após, no Marco Conceitual, é notória uma diferença entre os dois projetos analisados. O primeiro, do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, coloca como referencial teórico da organização pedagógica da escola a Pedagogia Histórico-Crítica, de Dermeval Saviani. Esta concepção, segundo o documento analisado, tem seus pressupostos embasados no materialismo histórico-dialético, se consubstanciando uma tentativa de superação das tendências pedagógicas não críticas, que vêem a escola como instrumento de equalização social, e as teorias críticas, que levam em conta os determinantes sociais, entretanto, têm caráter reprodutivista, observando a escola como reprodutora dessas condições determinantes. Já o segundo projeto, da Escola Estadual Princesa Izabel, tem como referencial teórico as concepções Piagetianas, de caráter interacionista, que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia em geral, a saber, o materialismo mecanicista e o idealismo. O método piagetiano, psicogenético, tem como finalidade obter a compreensão de como o sujeito se constitui enquanto sujeito cognitivo, elaborador de conhecimentos válidos. Em outras palavras, leva em conta o processo evolutivo de origem biológica, as formas primitivas da mente são ativadas pela ação e interação do indivíduo com o meio ambiente, isto é, reorganizadas pela psique socializada. Outro referencial é a autora Emília Ferreiro, seguidora das idéias piagetianas, que não criou um método de alfabetização, como muitos pensam, mas contribui de forma relevante quando observa como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Em outro momento os PPPs fazem referência aos Princípios da Gestão Democrática, colocando quais os objetivos de sua consolidação. Em seguida, há uma explanação da distribuição das turmas e modalidades de ensino. Após, observa-se uma reflexão acerca do processo avaliativo e uma exposição das formas de avaliações adotadas por cada escola, bem como o peso das notas e a questão da freqüência escolar exigida, além de uma avaliação institucional que considera aspectos como: a escola; o processo ensino-aprendizagem; a convivência; o tratamento dispensado aos pais; o tratamento dispensado aos alunos e ações disciplinares.
Por fim, cada projeto apresenta o Marco Operacional. Nesse, são esclarecidos fatores como a organização sistêmica da escola, a organização interna e seus objetivos, a articulação entre as unidades da escola, preocupação com a consciência de todos os seguimentos com relação não só à elaboração, mas à efetivação do projeto, seu acompanhamento e desenvolvimento. Além disso, apresentam no Marco Operacional os mecanismos e/ou estratégias que a escola utilizará a fim de solucionar os problemas identificados no contexto escolar. Entre eles considerei como principais: os projetos para abertura de Sala de Recursos e Sala de Apoio, na existência de demanda; projetos de inserção às tecnologias, tendo como via principal o laboratório de informática das escolas e a utilização das TVs pen-drive; projetos culturais diversos que de estimulam a freqüência e o aprendizado; e projetos específicos de combate à evasão escolar, entre outras inúmeras possibilidades relacionadas ao contexto escolar.
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Manuseando o Projeto Político Pedagógico
Ao analisar o PPP do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – Ensino Fundamental e Médio e da Escola Estadual Princesa Izabel – Ensino Fundamental (estágio), verifiquei que os mesmos seguem um tipo de “padronização” quanto a sua composição e/ou estrutura.
Num primeiro momento, por meio da introdução do documento, as escolas fazem uma análise, evidenciando aspectos diferentes, acerca do momento histórico atual, no qual estão inseridas. Dessa forma, observam o papel da escola na transformação social desse contexto de turbulências e conflitos presentes na contemporaneidade, justificando assim, a necessidade da construção de um eixo norteador para as ações pedagógicas no ambiente escolar, qual seja, o PPP.
Em segundo lugar, cada escola, em seu referido projeto, se identifica por meio de dados como: o endereço; pontos de referência para sua localização; as resoluções e publicações que autorizaram suas ofertas de ensino; as pessoas que se encontravam na Direção na determinada época; os processos de Reconhecimento dos ensinos ofertados e diversas leis que regulamentaram e regulamentam seu funcionamento; a dualidade na administração; a divisão dos espaços da escola – quantidade de salas, laboratório, refeitório, etc.; períodos de funcionamento de cada setor; quadro de professores com a respectiva formação e disciplinas que atuam; quadro de funcionários seguido da função e horário em que atuam; entre outros.
Em terceiro lugar, cada projeto traz seus objetivos considerando a legislação vigente e o contexto de seu alunado. Em seguida, no Marco Situacional, retomam as questões educacionais presentes nas diversas leis vigentes justificando e reivindicando uma educação de qualidade para todos. Colocam o número de alunos que atendem e traçam, pautados em pesquisa, um perfil desse corpo discente. São identificados, dessa forma, vários problemas presentes no cotidiano da escola.
Logo após, no Marco Conceitual, é notória uma diferença entre os dois projetos analisados. O primeiro, do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, coloca como referencial teórico da organização pedagógica da escola a Pedagogia Histórico-Crítica, de Dermeval Saviani. Esta concepção, segundo o documento analisado, tem seus pressupostos embasados no materialismo histórico-dialético, se consubstanciando uma tentativa de superação das tendências pedagógicas não críticas, que vêem a escola como instrumento de equalização social, e as teorias críticas, que levam em conta os determinantes sociais, entretanto, têm caráter reprodutivista, observando a escola como reprodutora dessas condições determinantes. Já o segundo projeto, da Escola Estadual Princesa Izabel, tem como referencial teórico as concepções Piagetianas, de caráter interacionista, que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia em geral, a saber, o materialismo mecanicista e o idealismo. O método piagetiano, psicogenético, tem como finalidade obter a compreensão de como o sujeito se constitui enquanto sujeito cognitivo, elaborador de conhecimentos válidos. Em outras palavras, leva em conta o processo evolutivo de origem biológica, as formas primitivas da mente são ativadas pela ação e interação do indivíduo com o meio ambiente, isto é, reorganizadas pela psique socializada. Outro referencial é a autora Emília Ferreiro, seguidora das idéias piagetianas, que não criou um método de alfabetização, como muitos pensam, mas contribui de forma relevante quando observa como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Em outro momento os PPPs fazem referência aos Princípios da Gestão Democrática, colocando quais os objetivos de sua consolidação. Em seguida, há uma explanação da distribuição das turmas e modalidades de ensino. Após, observa-se uma reflexão acerca do processo avaliativo e uma exposição das formas de avaliações adotadas por cada escola, bem como o peso das notas e a questão da freqüência escolar exigida, além de uma avaliação institucional que considera aspectos como: a escola; o processo ensino-aprendizagem; a convivência; o tratamento dispensado aos pais; o tratamento dispensado aos alunos e ações disciplinares.
Por fim, cada projeto apresenta o Marco Operacional. Nesse, são esclarecidos fatores como a organização sistêmica da escola, a organização interna e seus objetivos, a articulação entre as unidades da escola, preocupação com a consciência de todos os seguimentos com relação não só à elaboração, mas à efetivação do projeto, seu acompanhamento e desenvolvimento. Além disso, apresentam no Marco Operacional os mecanismos e/ou estratégias que a escola utilizará a fim de solucionar os problemas identificados no contexto escolar. Entre eles considerei como principais: os projetos para abertura de Sala de Recursos e Sala de Apoio, na existência de demanda; projetos de inserção às tecnologias, tendo como via principal o laboratório de informática das escolas e a utilização das TVs pen-drive; projetos culturais diversos que de estimulam a freqüência e o aprendizado; e projetos específicos de combate à evasão escolar, entre outras inúmeras possibilidades relacionadas ao contexto escolar.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento, produzido pela escola e devidamente regulamentado, no qual é traçado todo o trabalho pedagógico que a escola realiza. A escola, segundo Veiga (2008) é o local de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que deve abarcar a realidade social de seus alunos, ou seja, considerar o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, é fundamental uma escola consciente, que tenha seu papel bem definido e trabalhe com vistas a tal projeto. Dessa forma, avalia-se desnecessário que órgãos superiores como: Núcleo Regional de Educação ou Secretaria de Estado da Educação pressionem a elaboração desse documento. A escola deve assumir suas responsabilidades, e entre elas, a construção do PPP, utilizando esses órgãos superiores apenas como suporte para eventuais dúvidas ou esclarecimentos. Entretanto, faz-se necessário o fortalecimento das relações entre escola e sistemas de ensino (VEIGA, 2005).
Veiga (2005) analisa que um projeto vai além do sentido etimológico da palavra: plano, intento, desígnio. É também político,
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. (VEIGA, 2005, p. 13)
Entendendo como Projeto a busca de um direcionamento, como Político, a articulação dos interesses sóciopolíticos de uma determinada sociedade, como Pedagógico, a intencionalidade da escola, e verificando a indissociabilidade dos dois últimos, pode-se considerar que um Projeto Político Pedagógico é um processo constante de discussões e reflexões dos problemas encontrados na realidade escolar, e assim, uma busca de alternativas, coletivamente evidenciadas, que possam levar à superação de tais problemas.
Para que o PPP seja construído de forma comprometida faz-se necessário em sua composição, segundo Veiga (2005), a presença de alguns princípios norteadores, tais como: igualdade – de acesso e permanência na escola, de oportunidades; qualidade – técnica, no que diz respeito aos instrumentos e conteúdos, política, no que concerne ao desafio do manejo adequado de instrumentos capazes de fazer a história humana; gestão democrática – tendo em vista um processo coletivo de elaboração, de socialização escolar; liberdade – associado à idéia de “autonomia” – para Neves (2005), a autonomia da escola é um exercício de democratização desse espaço, é delegar ao diretor da escola e aos demais organizadores do trabalho pedagógico como um todo a possibilidade de resolver as situações que sua clientela demanda, e não ter que encaminha-la à órgãos superiores; e a valorização do magistério – tendo em vista que a qualidade do ensino está inteiramente ligada ao profissional docente. A autora considera que a elaboração de um PPP, seguindo os princípios acima expostos, aliada a um aprofundamento das questões referente à organização do trabalho pedagógico, contribui de forma expressiva para a compreensão dos limites e possibilidades dos projetos políticos voltados às classes menos favorecidas.
Todavia, os seguimentos da escola devem ter claros os princípios norteadores do projeto da escola, além disso, devem ter consciência de que “[...] a dominação no interior da escola efetiva-se por meio das relações de poder que se expressam nas práticas autoritárias e conservadoras dos diferentes profissionais, distribuídos hierarquicamente, bem como por meio das formas de controle existentes no interior da organização escolar” (VEIGA, 2005, p. 21), tendo em vista que essa forma de organização pode descaracterizar a escola como instituição histórica e socialmente determinada.
Tendo em vista o exposto, considera-se de suma importância explicitar elementos que devem compor um PPP, pois a clarificação de alguns aspectos que envolvem sua elaboração possibilita uma melhor compreensão do processo de elaboração do mesmo. Veiga (2005) salienta sete elementos que considera básicos na construção de um PPP, a saber, as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação.
As finalidades devem ser bem definidas e os educadores, ter clareza da ação educativa que a escola desenvolve em termos de cultura, política, formação profissional e humana; as estruturas administrativas organizam a parte de recursos físicos e humanos e as pedagógicas organizam as funções educativas para que a escola atinja suas finalidades; o currículo abarca a construção social do conhecimento e é inerente à organização escolar; o tempo escolar é um fator imprescindível para a organização de todo o trabalho pedagógico; o processo de decisão deve englobar todos os seguimentos da escola, ser democrático; as relações de trabalho devem ser estabelecidas de forma colaborativa para um bom andamento escolar, calcada em atitudes de solidariedade e reciprocidade; a avaliação nos leva a conhecer a realidade escolar e assim colocarmos em prática o projeto, por isso é fator fundamental.
Para finalizar, vale ressaltar que Veiga (2005) reafirma a necessidade de a escola tomar uma nova postura com relação à organização do seu trabalho pedagógico – sob a ótica de Santiago (2005, p.163), isso se constitui um grande desafio aos educadores, uma vez que precisam ter claros [...] os propósitos que definem a intencionalidade e a dimensão das transformações que, necessariamente, deverão ocorrer na escola [...]. Precisa se desvencilhar da divisão e fragmentação do trabalho e sua hierarquização, além de refletir o cotidiano da escola em meio a um processo coletivo, de participação, no qual aja a ação e a interação de todos de forma comprometida.
Referências:
NEVES, C. M. C. Autonomia da Escola Pública: um enfoque operacional. . In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
SANTIAGO, A. R. F. Projeto-Político Pedagógico da Escola: desafio à organização dos educadores. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento, produzido pela escola e devidamente regulamentado, no qual é traçado todo o trabalho pedagógico que a escola realiza. A escola, segundo Veiga (2008) é o local de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que deve abarcar a realidade social de seus alunos, ou seja, considerar o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, é fundamental uma escola consciente, que tenha seu papel bem definido e trabalhe com vistas a tal projeto. Dessa forma, avalia-se desnecessário que órgãos superiores como: Núcleo Regional de Educação ou Secretaria de Estado da Educação pressionem a elaboração desse documento. A escola deve assumir suas responsabilidades, e entre elas, a construção do PPP, utilizando esses órgãos superiores apenas como suporte para eventuais dúvidas ou esclarecimentos. Entretanto, faz-se necessário o fortalecimento das relações entre escola e sistemas de ensino (VEIGA, 2005).
Veiga (2005) analisa que um projeto vai além do sentido etimológico da palavra: plano, intento, desígnio. É também político,
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. (VEIGA, 2005, p. 13)
Entendendo como Projeto a busca de um direcionamento, como Político, a articulação dos interesses sóciopolíticos de uma determinada sociedade, como Pedagógico, a intencionalidade da escola, e verificando a indissociabilidade dos dois últimos, pode-se considerar que um Projeto Político Pedagógico é um processo constante de discussões e reflexões dos problemas encontrados na realidade escolar, e assim, uma busca de alternativas, coletivamente evidenciadas, que possam levar à superação de tais problemas.
Para que o PPP seja construído de forma comprometida faz-se necessário em sua composição, segundo Veiga (2005), a presença de alguns princípios norteadores, tais como: igualdade – de acesso e permanência na escola, de oportunidades; qualidade – técnica, no que diz respeito aos instrumentos e conteúdos, política, no que concerne ao desafio do manejo adequado de instrumentos capazes de fazer a história humana; gestão democrática – tendo em vista um processo coletivo de elaboração, de socialização escolar; liberdade – associado à idéia de “autonomia” – para Neves (2005), a autonomia da escola é um exercício de democratização desse espaço, é delegar ao diretor da escola e aos demais organizadores do trabalho pedagógico como um todo a possibilidade de resolver as situações que sua clientela demanda, e não ter que encaminha-la à órgãos superiores; e a valorização do magistério – tendo em vista que a qualidade do ensino está inteiramente ligada ao profissional docente. A autora considera que a elaboração de um PPP, seguindo os princípios acima expostos, aliada a um aprofundamento das questões referente à organização do trabalho pedagógico, contribui de forma expressiva para a compreensão dos limites e possibilidades dos projetos políticos voltados às classes menos favorecidas.
Todavia, os seguimentos da escola devem ter claros os princípios norteadores do projeto da escola, além disso, devem ter consciência de que “[...] a dominação no interior da escola efetiva-se por meio das relações de poder que se expressam nas práticas autoritárias e conservadoras dos diferentes profissionais, distribuídos hierarquicamente, bem como por meio das formas de controle existentes no interior da organização escolar” (VEIGA, 2005, p. 21), tendo em vista que essa forma de organização pode descaracterizar a escola como instituição histórica e socialmente determinada.
Tendo em vista o exposto, considera-se de suma importância explicitar elementos que devem compor um PPP, pois a clarificação de alguns aspectos que envolvem sua elaboração possibilita uma melhor compreensão do processo de elaboração do mesmo. Veiga (2005) salienta sete elementos que considera básicos na construção de um PPP, a saber, as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação.
As finalidades devem ser bem definidas e os educadores, ter clareza da ação educativa que a escola desenvolve em termos de cultura, política, formação profissional e humana; as estruturas administrativas organizam a parte de recursos físicos e humanos e as pedagógicas organizam as funções educativas para que a escola atinja suas finalidades; o currículo abarca a construção social do conhecimento e é inerente à organização escolar; o tempo escolar é um fator imprescindível para a organização de todo o trabalho pedagógico; o processo de decisão deve englobar todos os seguimentos da escola, ser democrático; as relações de trabalho devem ser estabelecidas de forma colaborativa para um bom andamento escolar, calcada em atitudes de solidariedade e reciprocidade; a avaliação nos leva a conhecer a realidade escolar e assim colocarmos em prática o projeto, por isso é fator fundamental.
Para finalizar, vale ressaltar que Veiga (2005) reafirma a necessidade de a escola tomar uma nova postura com relação à organização do seu trabalho pedagógico – sob a ótica de Santiago (2005, p.163), isso se constitui um grande desafio aos educadores, uma vez que precisam ter claros [...] os propósitos que definem a intencionalidade e a dimensão das transformações que, necessariamente, deverão ocorrer na escola [...]. Precisa se desvencilhar da divisão e fragmentação do trabalho e sua hierarquização, além de refletir o cotidiano da escola em meio a um processo coletivo, de participação, no qual aja a ação e a interação de todos de forma comprometida.
Referências:
NEVES, C. M. C. Autonomia da Escola Pública: um enfoque operacional. . In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
SANTIAGO, A. R. F. Projeto-Político Pedagógico da Escola: desafio à organização dos educadores. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.
MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Entrevistando o Pedagogo das Escolas
Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Atividade da PPS
Para realização das entrevistas com as Pedagogas das escolas foram consideradas as seguintes questões:
1. De que forma foi elaborado o Projeto Político Pedagógico da escola?
2. Quem participou dessa elaboração?
3. Qual o referencial teórico utilizado?
4. Qual a filosofia da escola? (ou por qual linha teórica ela se orienta?)
5. Qual a legislação utilizada nessa elaboração?
6. Você tem alguma observação que considera relevante acerca da construção do PPP?
ENTREVISTA 1: Escola Estadual Princesa Izabel (Estágio)
Pedagoga entrevistada: Rosangela de Lima
Segundo a Pedagoga Rosangela de Lima, o Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Princesa Izabel foi elaborado de forma coletiva, com a participação de todos os seguimentos da escola, incluindo os pais e a comunidade escolar. Para sua elaboração foram realizadas várias reuniões, debates, entrevistas e questionários com todos os envolvidos. Sendo assim, participaram da elaboração do PPP: Direção, Equipe Pedagógica, Professores, Funcionários, Alunos, Pais, APMF, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e outros representantes da Comunidade Escolar, desses, a Equipe Pedagógica e a Direção coordenaram os trabalhos.
Na elaboração do PPP da referida escola, foram utilizadas referências como Jean Piaget e Emília Ferreiro, ligando a escola a uma filosofia Interacionista, que leva em conta a construção do conhecimento pelo aluno com a mediação do professor. Além dessas referências, leis e outros documentos foram considerados, tais como: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Currículo Básico do Estado do Paraná, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga considera como de fundamental importância que a Equipe Pedagógica e a Direção da escola, seguimentos que coordenam os encaminhamentos de elaboração do PPP, tenham uma formação consciente, que valorizem as contribuições dos diversos seguimentos da escola, sistematizando-as e colocando-as devidamente no projeto, visto que somente dessa forma é que se realiza uma construção coletiva e democrática.
ENTREVISTA 2: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – E F M
Pedagoga entrevistada: Rosangela Martins da Silva
Segundo a Pedagoga Rosangela Martins da Silva, o Projeto Político Pedagógico do colégio foi elaborado por etapas, em reuniões envolvendo os diversos segmentos da escola. Foi retomado em diversas ocasiões e reorganizado. Contou com uma equipe de organizadores composta pela Equipe Pedagógica e Direção da escola, os quais fizeram os encaminhamentos para a elaboração do documento, e com a participação dos Funcionários, Professores, Alunos, Comunidade local, APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil.
Como referencial teórico a escola utilizou o Currículo Básico do Estado do Paraná. Fundamentaram-se na teoria Histórico-Crítica que leva em conta a produção histórica e coletiva da humanização e que provê meios para uma transformação social. Outros documentos utilizados foram: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga observou que o PPP deveria ser realimentado ou reelaborado anualmente, porém, considera que não há tempo, tendo em vista a correria do cotidiano da escola e as diversas funções assistencialistas que vem sendo impostas nesse fazer diário. Lamenta por isso.
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2
Atividade da PPS
Para realização das entrevistas com as Pedagogas das escolas foram consideradas as seguintes questões:
1. De que forma foi elaborado o Projeto Político Pedagógico da escola?
2. Quem participou dessa elaboração?
3. Qual o referencial teórico utilizado?
4. Qual a filosofia da escola? (ou por qual linha teórica ela se orienta?)
5. Qual a legislação utilizada nessa elaboração?
6. Você tem alguma observação que considera relevante acerca da construção do PPP?
ENTREVISTA 1: Escola Estadual Princesa Izabel (Estágio)
Pedagoga entrevistada: Rosangela de Lima
Segundo a Pedagoga Rosangela de Lima, o Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Princesa Izabel foi elaborado de forma coletiva, com a participação de todos os seguimentos da escola, incluindo os pais e a comunidade escolar. Para sua elaboração foram realizadas várias reuniões, debates, entrevistas e questionários com todos os envolvidos. Sendo assim, participaram da elaboração do PPP: Direção, Equipe Pedagógica, Professores, Funcionários, Alunos, Pais, APMF, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e outros representantes da Comunidade Escolar, desses, a Equipe Pedagógica e a Direção coordenaram os trabalhos.
Na elaboração do PPP da referida escola, foram utilizadas referências como Jean Piaget e Emília Ferreiro, ligando a escola a uma filosofia Interacionista, que leva em conta a construção do conhecimento pelo aluno com a mediação do professor. Além dessas referências, leis e outros documentos foram considerados, tais como: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Currículo Básico do Estado do Paraná, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga considera como de fundamental importância que a Equipe Pedagógica e a Direção da escola, seguimentos que coordenam os encaminhamentos de elaboração do PPP, tenham uma formação consciente, que valorizem as contribuições dos diversos seguimentos da escola, sistematizando-as e colocando-as devidamente no projeto, visto que somente dessa forma é que se realiza uma construção coletiva e democrática.
ENTREVISTA 2: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – E F M
Pedagoga entrevistada: Rosangela Martins da Silva
Segundo a Pedagoga Rosangela Martins da Silva, o Projeto Político Pedagógico do colégio foi elaborado por etapas, em reuniões envolvendo os diversos segmentos da escola. Foi retomado em diversas ocasiões e reorganizado. Contou com uma equipe de organizadores composta pela Equipe Pedagógica e Direção da escola, os quais fizeram os encaminhamentos para a elaboração do documento, e com a participação dos Funcionários, Professores, Alunos, Comunidade local, APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil.
Como referencial teórico a escola utilizou o Currículo Básico do Estado do Paraná. Fundamentaram-se na teoria Histórico-Crítica que leva em conta a produção histórica e coletiva da humanização e que provê meios para uma transformação social. Outros documentos utilizados foram: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga observou que o PPP deveria ser realimentado ou reelaborado anualmente, porém, considera que não há tempo, tendo em vista a correria do cotidiano da escola e as diversas funções assistencialistas que vem sendo impostas nesse fazer diário. Lamenta por isso.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
MÓDULO 1 - ATIVIDADE : Ficha de Registro da Prática Profissional Supervisionada 1
ProFuncionário: Curso Técnico em Multimeios Didáticos MUNICÍPIO: CIANORTE NRE: CIANORTE
Ficha de Registro da Prática Profissional Supervisionada
CURSISTA: ROSILENE DE LIMA
Ficha nº: 1 Bloco de Formação: ( X ) Pedagógica ( ) Técnica Período letivo: 02/08/2008 a 23/08/2008
DATA | HORAS | Atividades Desenvolvidas | Instituição da Prática Profissional | Assinatura do responsável | Função |
05/08 | 2 | Levantamento da escolas do município de Cianorte. | C. E. Prof. Caio Mário Moreira | Diretora | |
06/08 | 2 | Relação nominal e ações do Conselho Escolar. | C. E. Prof. Caio Mário Moreira | Diretora | |
07/08 | 2 | Relação nominal e ações do Conselho Escolar. | Escola Estadual Princesa Izabel | Diretora Auxiliar | |
12/08 | 2 | Relação de Funcionários e forma e data de contratação. | C. E. Prof. Caio Mário Moreira | Diretora | |
14/08 | 2 | Relação de Funcionários e forma e data de contratação. | Escola Estadual Princesa Izabel | Diretora Auxiliar | |
19/08 | 2 | Relação nominal e ações da APMF e Grêmio Estudantil. | C. E. Prof. Caio Mário Moreira | Diretora | |
20/08 | 4 | Relação nominal e ações da APMF e Grêmio Estudantil. | Escola Estadual Princesa Izabel | Diretora Auxiliar |
Assinatura da Direção: ________________________________________________ Assinatura da Tutora:________________________________
Data da conclusão: 22/ 08/ 2008 Total de horas: 16
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