segunda-feira, 31 de maio de 2010

MÓDULO 12 - MEMORIAL

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima


MEMORIAL MÓDULO 12


Este memorial refere-se ao décimo segundo módulo estudado no curso técnico de formação para os funcionários da educação (Profuncionário) em Multimeios Didáticos, cujo tema abordado foi “Biblioteca escolar”, parte que integra o bloco de formação específica em multimeios didáticos.
Estudar a melhor forma de organização de uma biblioteca, catalogação, função do bibliotecário, entre outras temáticas as quais nos dedicamos, foi muito relevante, uma vez que, estando concursada como técnico administrativo, também posso atuar em uma biblioteca escolar. Este estudo amplia os nossos conhecimentos, enquanto funcionários da educação, no tocante à biblioteca escolar, assim, podemos (estando na função de bibliotecário) atuar no processo pedagógico da escola contribuindo com o ensino-aprendizagem e promovendo a democratização da leitura.
Este módulo tratou de temas como:

• Biblioteca escolar:
Fizemos uma retrospectiva histórica da escrita, da leitura e do livro, assim podemos dimensionar a situação contemporânea dos mesmos. Trabalhamos alguns conceitos que cerceiam a biblioteca escolar, bem como os diferentes tipos de biblioteca: escolar, especializada, infantil, pública, nacional e universitária.

• Organização do acervo bibliográfico:
Nesse momento, aprendemos a organizar não só o acervo, utilizando os sistemas de classificação e fazendo a catalogação, como também a biblioteca em suas dimensões: espaço físico – amplo e arejado, capaz de proporcionar um ambiente para a pesquisa; mobiliário – bem distribuído, de forma que facilite o acesso aos livros; sinalização da biblioteca – externa e interna, facilitando a autonomia dos usuários nas suas instalações; e horário de funcionamento – quando possível, ampliar esse horário para que os usuários possam utilizar a biblioteca em horários especiais.

• Dinamização da biblioteca:
Tornar a biblioteca dinâmica é mais que uma função, é um compromisso com a educação de nossos alunos. Podemos dinamizá-la tornando-a mais atrativa, desenvolvendo projetos de leitura diferenciados, procurando valorizar o que a escola tem e buscando novos valores, promovendo eventos culturais, prestando serviços à comunidade escolar, mediando a leitura, etc.

Foi possível perceber o quanto a biblioteca pode ser fundamental no processo de aprendizagem e construção da identidade cultural da comunidade escolar. As experiências pedagógicas que são ou podem ser desenvolvidas nesse espaço tem um papel significante na construção do saber sistematizado e no próprio gosto pela leitura e escrita. Nós, funcionários da educação, temos que nos envolver nesse processo, dar nossa contribuição para a edificação de uma educação que leve o aluno não apenas a viver em sociedade, mas ser um agente social.

MÓDULO 12 - ATIVIDADE: Relatório Bibliotecas

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 12


Relatório - Bibliotecas

Para realização desta atividade fiz uma entrevista com a bibliotecária do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, no qual tenho meu padrão, e com o bibliotecário da Escola Estadual Princesa Izabel, na qual desenvolvo a PPS. Levou-se em conta, neste relatório, os resultados das entrevistas que tinham como cerne as seguintes questões:

1. Há quanto tempo existe a biblioteca de sua escola? Qual a necessidade de sua criação?
2. Há quanto tempo atua na biblioteca escolar? Você gosta do que faz? Comente.
3. Como, em sua opinião, deve ser o trabalho de um bibliotecário?
4. Qual é a função que desempenha na biblioteca?
5. Você considera que a função que desempenha está compatível com a função de um bibliotecário? Comente.
6. Quem são os usuários da biblioteca de sua escola? Qual o perfil deles?
7. Qual a utilização que os professores fazem da biblioteca?
8. Como é composto o acervo da biblioteca?
9. Qual a forma de organização/catalogação do acervo?
10. O acervo está disponível para todos os públicos?
11. O ambiente e/ou estrutura física da biblioteca de sua escola é adequado? Se não, em que poderia melhorar?
12. A biblioteca de sua escola é informatizada? Se sim, como é utilizado este recurso, é disponibilizado a todos? De que maneira?
13. Qual é o horário de funcionamento da biblioteca? Você atende em quais horários?
14. A biblioteca costuma realizar projetos de leitura? Os professores participam?
15. Há projetos sendo desenvolvidos na biblioteca? Quais?
16. Que tipo de projeto gostaria de desenvolver na biblioteca que trabalha?
17. O que mais gosta do trabalho na biblioteca?
18. Qual a maior dificuldade que encontra na realização do seu trabalho?
19. Faça as suas considerações sobre algo que não foi perguntado e que considera importante acerca da biblioteca escolar.

Ao serem analisadas as respostas de cada bibliotecário chegou-se a seguinte conclusão:

Colégio Caio Moreira
A biblioteca foi criada lentamente, com muito esforço, após um ano da criação da escola. A bibliotecária gosta muito do que faz e, apesar de não estar nessa função no momento de criação, participou de todo o processo, pois trabalha nesta escola desde que foi fundada. Nesse processo, a escola fez campanha do livro durante dois anos e meio, conseguindo adquirir cerca de 200 revistas para recorte e um número razoável de livros de literatura, em sua maioria, doados por professores e alunos. A finalidade da criação foi atender principalmente os discentes e docentes.
A bibliotecária entende que seu trabalho deve ser inteiramente pedagógico. Atende rodízios de leitura, pesquisas, dá apoio pedagógico, faz o controle dos livros didáticos e de literatura. Mas, além de desempenhar essas funções é responsável pela preparação do flúor dos alunos e dos relatórios do mesmo, o que demonstra que nem sempre sua função está compatível com a de um bibliotecário, segundo seu entendimento.
Recebem atendimento da biblioteca os alunos, professores, funcionários, pais de alunos e a comunidade do bairro. Normalmente, os alunos procuram por leitura e pesquisa e os professores, mais por leitura. Os professores, segundo a bibliotecária, fazem pouco uso da biblioteca. Do pouco que usam, com poucas exceções, pedem atlas, mapas, dicionários ou mandam os alunos que estão incomodando na sala de aula para realizarem as atividades na biblioteca (isso quando mandam as atividades).
O acervo da biblioteca é composto por livros didáticos e de literatura, livros para pesquisas, biblioteca do professor, periódicos, DVDs, histórias em quadrinho, entre outros. A biblioteca tem um registro desse acervo digitado, de forma simples, no computador. Não tem um sistema próprio, informatizado, para realizar esse trabalho. Este acervo é disponibilizado para todos, com exceção da biblioteca do professor, que é de uso exclusivo. Para utilização do acervo os alunos devem fazer uma carteirinha de leitura. Os livros emprestados para professores, funcionários ou comunidade são relacionados em uma ficha.
O atendimento é feito nos três períodos: manhã, tarde e noite. Como o colégio está com falta de funcionários, apenas uma bibliotecária faz esse atendimento. Entretanto, faz uma escala para não se sobrecarregar. Nessa escala, atende os alunos do período da manhã todos os dias, por ser o período com o maior número de turmas, e os alunos da tarde e da noite são atendidos duas ou três vezes durante a semana.
Esta biblioteca tem o costume de desenvolver projetos de incentivo à leitura. Em alguns deles os professores se envolvem. No momento estão desenvolvendo o projeto “Sou leitor de carteirinha – você lê, você sabe”, neste caso o aluno lê e conta a história no momento da devolução. Existe uma premiação para o melhor contador. Gostariam também de desenvolver projetos como “A hora do conto”, “Teatro e cultura” e “Contação de história”.
A bibliotecária entrevistada gosta muito de estar na biblioteca, pois considera que estando lá cresce com os alunos, partilham conhecimentos, experiências, cultura... Apesar de gostar, se sente sobrecarregada, pois é a única a trabalhar no setor, algo que acaba afetando a qualidade do atendimento.

Escola Princesa Izabel
A biblioteca foi criada, segundo o bibliotecário, desde a inauguração da escola, a partir da necessidade de se ter um segmento de apoio ao professor e ao aluno no tocante à pesquisa e leitura.
O entrevistado relatou trabalhar na biblioteca dessa escola desde 2008 e que gosta de estar lá, embora acredite ser a biblioteca um espaço educativo, o qual deveria ser mais usado pelos alunos e estes incentivados pelos professores. Para ele, o trabalho necessita ser dinâmico, o bibliotecário deve estar sempre atualizado, saber de tudo um pouco e, principalmente, ser um pesquisador por excelência, gostar do que faz e ter um bom relacionamento com os alunos.
De acordo com o bibliotecário, a função que tem desempenhado na biblioteca, além do usual, emprestar livros, fazer o controle de entrada e saída, faz um trabalho de orientação nas pesquisas e auxilia nas tarefas pedagógicas junto aos alunos. Em sua opinião, com relação ao atendimento e ao auxílio nas pesquisas, avalia que sua função está de acordo com a de um bibliotecário, entretanto, quando atende alunos que foram retirados da sala de aula por indisciplina, nesse momento acredita que seu trabalho não está sendo compatível com sua função.
A biblioteca dessa escola atende alunos, em busca de suporte para os estudos, e professores, em busca de melhoras, de mais dinamicidade nas aulas. Além disso, os professores, conforme relatou o bibliotecário, usam a biblioteca para isolar os alunos indisciplinados dos demais da sala, transformando a biblioteca em uma sala de castigo.
O acervo é composto por enciclopédias, livros de pesquisas, didáticos, literatura infantil, infanto-juvenil, poesias, contos, lendas e bibliografias, jornais e revistas. Não está disponível para todos os públicos, atende somente alunos e professores do estabelecimento. Neste acervo, os livros são catalogados por uma sequência numérica, por ordem de recebimento. O controle de empréstimos é feito por meio de um software.
O entrevistado considera que o local em que a biblioteca se encontra não é apropriado. Está instalada ao lado do refeitório, em lugar pequeno e sem ventilação, o que contribui para que o ambiente se torne abafado, não muito agradável para se estar concentrado e pesquisando.
A biblioteca atende das 7:30 às11:30 e das 13:30 às 17:30. No período noturno fica fechada. Não costuma realizar projetos, é usada somente para pesquisa e leitura. No momento não estão realizando projeto algum, mas o bibliotecário tem interesse em realizar um trabalho junto aos alunos. Gosta muito da pesquisa e de auxiliá-los na busca do saber científico, apesar das dificuldades com a pouca quantidade de material e falta de um computador com internet para auxiliar nas pesquisas.
Durante a entrevista o bibliotecário deixou clara a sua opinião: “o bibliotecário é um auxiliar administrativo em função pedagógica, sim, porque a biblioteca é um segmento pedagógico e, esse profissional não recebe nenhum treinamento, o que consegue é buscando em livros ou com outros colegas mais experientes. Espero que, com essa nova política educacional, esses profissionais que estão se especializando em multimeios didáticos, sejam alocados nas bibliotecas para dar um suporte especializado também para esse segmento que, a meu ver, é de grande relevância no contexto escolar.”

Reflexão
Por meio das entrevistas foi possível perceber que o colégio Caio tem uma concepção mais próxima do que vem a ser a biblioteca e a realização do trabalho na mesma. Ambas as escolas realizam o trabalho na biblioteca, mas podemos perceber a diferença a partir dos incentivos que são dados por meio da realização de projetos de incentivo à leitura. O aluno deve se interessar por ler, deve ser um momento mágico para ele o da leitura, entretanto, se não forem tomadas iniciativas nesse sentido, dificilmente vão encontrar esse prazer por si só.
Concordo que os profissionais que estão se especializando em multimeios devem ser também destinados à biblioteca, entretanto, não podemos esquecer que é uma formação em “multimeios” e que o conceito vai além da biblioteca escolar. Este profissional deve estar preparado para o suporte às atividades pedagógicas como um todo, tais como: Biblioteca, Laboratório de Ciências, Química e Biologia, Laboratório de Informática, orientação ao uso da TV pen-drive, entre outros instrumentos que a escola dispõe.

Biblioteca Virtual
Tenho utilizado muito diversas bibliotecas virtuais. Algumas, entre as que mais visito, são: Biblioteca Nacional do Rio; Biblioteca Mário de Andrade - SP; Universidade Federal de Pernambuco; Fundação Casa de Rui Barbosa; Arquivo Nacional do Rio; Biblioteca Digital da Unicamp - SP; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira; Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação; Sociedade Brasileira de História da Educação; Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil”; Universidade Estadual de Maringá; Universidade Federal do Paraná; Universidade Estadual de Londrina; Universidade Estadual de São Paulo; Pontifícia Universidade Católica – SP; Universidade de São Paulo.
A pesquisa, para mim, é uma realização pessoal e, a disponibilização dos catálogos on-line de instituições conceituadas como as citadas acima, entre outras não nominadas, enriquecem muito o trabalho realizado na pesquisa bibliográfica, fator extremamente importante no processo de desenvolvimento da pesquisa.
De forma geral, as bibliotecas virtuais, em sua maioria, atendem as expectativas. Têm vários ícones que facilitam a localização das obras, programas bem elaborados e de fácil acesso, especialmente o SIB – Sistema Integrado de Biblioteca.

MÓDULO 12 - ATIVIDADE: Pesquisa acerca das bibliotecas on-line

Para a realizaçao dessa atividade foram pesquisados os sites disponíveis de diversas bibliotecas. Vejam alguns links:

http://www.bce.uem.br/

http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/

http://polaris.bc.unicamp.br/sbu/

http://www.biblioteca.sebrae.com.br/

http://www.bn.br/portal/

MÓDULO 12 - ATIVIDADE: Pesquisa sobre o processo de catalogação / controle da biblioteca

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 12


Pesquisa: processo de catalogação / controle da biblioteca

O processo de catalogação / controle do acervo das bibliotecas das escolas são feitos de diversas maneiras. Na escola em que realizo a PPS, por exemplo, esse trabalho é realizado da seguinte forma: em cada obra recebida coloca-se um número, na sequência numérica comum. Esse Acervo é lançado num sistema para que o controle de empréstimos seja mais rigoroso. Já na escola em que sou lotada, o acervo também recebe um número, entretanto, não se tem um controle informatizado, tudo é feito manualmente, por meio de carteirinhas.
Conforme aprendemos no curso, a catalogação das obras devem sim receber um número, só que não de forma aleatória, para cada assunto ou tema se tem um código específico, conhecido como CDU – Classificação Decimal Universal. Algumas bibliotecas, ainda não informatizadas, utilizam como catálogo de pesquisas pequenas fichas para identificar esses códigos. Hoje em dia, a maioria já disponibiliza catálogos on-line para seu público. Segue, para ilustrar, um pequeno trecho demonstrando a forma de organização pelo CDU:

0 Generalidades. Informação. Organização.
1 Filosofia. Psicologia.
2 Religião. Teologia.
3 Ciências sociais. Economia. Direito. Política. Assistência social. Educação.
4 Classe vaga.
5 Matemática e ciências naturais.
6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia.
7 Arte. Belas-artes. Recreação. Diversões. Desportos.
8 Linguagem. Lingüística. Literatura.
9 Geografia. Biografia. História.

0 Generalidades. Informação. Organização.
01 Bibliografias. Catálogos.
02 Bibliotecas. Biblioteconomia.
030 Livros de referência: enciclopédias, dicionários.
040 Ensaios, panfletos, e brochuras.
050 Publicações periódicas. Periódicos.
06 Instituições. Academias. Congressos. Sociedades. Organismos científicos. Exposições. Museus.
070 Jornais. Jornalismo. Imprensa.
08 Poligrafias. Poligrafias coletivas.
09 Manuscritos. Obras notáveis e obras raras.

1 Filosofia. Psicologia.
11 Metafísica.
133 Metafísica da vida espiritual. Ocultismo.
14 Sistemas e pontos de vista filosóficos.
159.1 Psicologia.
16 Lógica. Teoria do conhecimento. Metodologia da lógica.
17 Filosofia moral. Ética. Filosofia prática.

2 Religião. Teologia.
21 Teologia natural. Teologia racional. Filosofia religiosa.
22 A Bíblia. Sagradas escrituras.
23 Teologia dogmática.
24 Teologia prática.
25 Teologia pastoral.
26 Igreja cristã em geral.
27 História geral da igreja cristã.
28 Igrejas cristãs. Seitas. Denominações (confissões).
29 Religiões não cristãs.

3 Ciências sociais. Economia. Direito. Política. Assistência social. Educação.
31 Demografia. Sociologia. Estatística.
32 Política.
33 Economia. Ciência econômica.
34 Direito. Jurisprudência.
35 Administração pública. Governo. Assuntos militares.
36 Assistência social. Previdência social. Segurança social.

As obras trazem uma ficha catalográfica, que pode ser usada para sabermos em qual temática ela se encaixa.



Esta forma de organização é conhecida mundialmente e todas as bibliotecas das instituições de ensino superior seguem esse padrão. É extremamente prático para nós, usuários.

MÓDULO 12 - ATIVIDADE: Projeto "Poetas na escola"

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 12


Projeto a ser desenvolvido na biblioteca

Tema: Poetas na escola

Conteúdos: Definição de poemas. Conceitos de escrita de poemas. Autores de poemas. Produção e leitura de poemas.

Objetivo geral:
• Desenvolver o gosto pela leitura e produção de texto;

Objetivos específicos:
• Aumentar a familiaridade dos alunos com poemas;
• Desenvolver a vontade de ler poemas e fazer dessa leitura um hábito de lazer e conhecimentos;
• Despertar no aluno as questões: Onde? O quê? Como? E por quê ler?
• Perceber o cuidado com a rítmica na leitura de poemas;
• Produzir textos a partir da leitura de poemas;
• Desenvolver a habilidade de ouvir poemas;
• Compreender como se dá a construção de um texto poético;
• Criar poemas;
• Proporcionar que o aluno possa avaliar um bom poema;
• Conhecer alguns autores de poemas; e
• Despertar com a poesia os dons artísticos dos alunos.

Cronograma
O projeto se realizará em cinco encontros que ocorrerão quinzenalmente.
Procedimentos metodológicos

1º Encontro – Conhecendo um poema

• Conversar com os alunos sobre “O que é poema”;
• Apresentar o poema “Convite “ de José Paulo Paes;
• Os alunos deverão escolher entre o acervo da biblioteca um poema qualquer, de qualquer livro de poemas e copiá-lo no caderno (pedir para anotar o nome do autor e do livro de onde o poema foi escolhido);
• Bate-papo. Pedir para alguns alunos comentarem o que leram e entenderam do poema.

2º Encontro - Sabendo um pouco mais sobre poemas.
• Entregar cópia xerocada da poesia de Elias José “Tem tudo a ver” e o exercício seguinte:
• Como sabemos que esse texto é um poema?
• Por que o texto “Tem tudo a ver” é diferente de uma notícia de jornal ou de um conto de fadas?
• Qual é o assunto do poema?
• Por que o autor diz que a poesia tem tudo a ver com tudo?
• O que os poemas podem dizer afinal?
• Quantas estrofes há no poema?
• Quantos versos há em cada estrofe do poema?
• Pesquisar no dicionário e anotar no caderno, o conceito das palavras poema e poesia.
• Explicar o que é: verso, estrofe, rimas, poema, poesia.
• Bate-papo.
• Você gosta de poema?
• Sabe o nome de algum poema?
• Sabe o nome de algum poeta?
• Tem algum poema preferido?

3º Encontro: Ouvindo e lendo poemas e conhecendo um pouco mais sobre poemas.
• Familiarizar o grupo com poemas consagrados da literatura brasileira;
• Organizar a sala em grupos com 3 ou 4 alunos;
• Distribuir cópias dos poemas selecionados. Cada grupo lerá um único poema de cada vez e um aluno escolhido irá à frente contar aos outros grupos o que leu. Em seguida fazer em forma de rodízio com que os poemas selecionados circulem em todos grupos. Assim todos os alunos terão o privilégio de conhecer poemas considerados clássicos. Exemplo: Infância (Carlos Drummond de Andrade), Na Minha Terra (Álvares de Azevedo), Cidadezinha (Mário Quintana), Pátria Minha (Vinicius de Moraes), Canção do Exílio (Gonçalves Dias).

4º Encontro: Brincando com emoções e palavras (rimas)
• Sensibilizar o aluno para perceber e identificar rimas no poema e assim criar suas próprias rimas;
• Distribuir cópia xerocada do texto “Duas dúzias de coisinhas à-toa que deixam a gente feliz”;
• Pedir para citarem, desenharem ou escrever coisas do dia-a-dia que os deixam felizes (insistir para observarem as pequenas coisas e não as grandes coisas);
• Conversar com os alunos sobre o texto: o que acharam, o que sentiram, etc;
• Falar sobre rimas e assinalar com eles as rimas do poema;
• Em grupo com 3 alunos pedir pra produzir um texto com suas “duas dúzias de coisinhas à-toa que os fazem felizes”;
• Incentivar o uso de rimas;
• Depois de pronto cada grupo lerá para a turma o texto que produziram.

5° Encontro: Recordando o que vimos e ouvimos.
• Fazer uma breve recordação do que foi trabalhado no projeto;
• Ponto máximo do projeto: produção individual de um poema (Conversar com os alunos sobre alguns temas que dariam bons poemas);
• Relembrar que a rima pode dar aos poemas um charme a mais;
• Produção dos textos;
• Correção;
• Aperfeiçoamento dos textos;
• Elaboração de um mural para a exposição dos poemas.

Recursos: Alunos, professores, bibliotecário, poemas, livros, cartolina, durex, data-show, computador, entre outros.

Avaliação: Os alunos serão avaliados no decorrer do curso considerando-se a participação nas atividades propostas, a interação com o grupo, professores e bibliotecário.

MÓDULO 12 - ATIVIDADE: Relatório de Visita ao jornal Tribuna de Cianorte

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 12



Relatório de visita ao jornal Tribuna de Cianorte


No dia vinte e dois de outubro de 2009, para enriquecer a temática do módulo, fizemos uma visita ao jornal Tribuna de Cianorte. Fomos recebidos pelo chefe de Redação, Eduardo. Este nos levou para conhecer como funciona cada setor para a produção do jornal: sala de recepção, na qual uma funcionária atende aqueles que procuram o jornal; sala de redação de jornalismo, demonstrando como funciona, no computador, a montagem do jornal; sala de diagramação; local de preparação e impressão do jornal. Na ocasião o chefe de redação relatou que, para elaboração do jornal, sempre recebe, além das notícias de Cianorte, notícias externas (de outros municípios da região), se pauta em outros jornais como a Gazeta do Povo, Folha de São Paulo, Folha de Londrina, entre outros, e também buscam outras notícias quando as que encontram são insuficientes como, por exemplo, as notícias policiais. Vez ou outra a comunidade procura o jornal para divulgar algum assunto de interesse. Ainda conta com a agência do Brasil, que dispõe de notícias sem cobrar pelos serviços e o site Agência de Notícias, que traz as notícias do governo do Paraná. Comentou ainda, sobre as dificuldades que às vezes enfrenta no dia-a-dia em seu trabalho, enfatizando as facilidades que internet trouxe para sua profissão. Respondeu diversos questionamentos dos alunos, mostrou-nos alguns exemplares dos jornais, falou e mostrou como ele é montado. Deu-nos algumas informações como: motivo de certos assuntos serem colocados em lugares estratégicos, tipos de notícias mais lidas e menos lidas, lembrou que com novos equipamentos conseguem agilizar bem o trabalho, pois a carga horária já é exaustiva. Os funcionários do acabamento trabalham das 17 horas às 04 horas da manhã do dia seguinte, a fim de dor conta de tudo a tempo do jornal estar nas bancas de manhã. Considero a visita muito interessante, pois conhecemos as diversas etapas necessárias até que se chegue à versão final de um jornal, tais como: a recepção (muitas notícias ou classificados, por exemplo, chegam até o jornal por meio da recepção), a redação de jornalismo, a diagramação e a impressão. Como o jornal também tem uma página na internet, nos foi explicado, durante a visita, como são feitas as reportagens que serão publicadas ali. Nesse aspecto, o interessante é que se tem o controle do que é mais lido, quais as notícias que o povo mais procura (geralmente as páginas policiais são as primeiras colocadas na audiência, segundo o Sr. Eduardo, chefe de redação do jornal).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MÓDULO 11 - MEMORIAL

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professores: Valquíria Charles de Freitas e Maicon Rogério Canuto
Aluna: Rosilene de Lima



MEMORIAL MÓDULO 11



Este memorial refere-se ao décimo primeiro módulo estudado no curso técnico de formação para os funcionários da educação (Profuncionário) em Multimeios Didáticos, cujo tema abordado foi “Audiovisuais: arte, técnica e linguagem”, parte que integra o bloco de formação específica em multimeios didáticos.

A temática a qual se refere este módulo é de extrema relevância, visto que evidencia a importância dos diversos aspectos que compreendem os audiovisuais, tais como definição de conceitos, utilização artística, técnica e lingüística. Isso possibilita aos profissionais da educação familiarizarem-se com diversos recursos audiovisuais, bem como com a sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.

Inicialmente, por meio dos estudos das unidades propostas, pude refletir acerca da importância em estudar e compreender temáticas como o desenho e a pintura no processo civilizatório, as grandes escolas de artes plásticas, o rádio e a massificação informativa, a fotografia, vídeos, televisão, e principalmente cinema. Esse estudo oportuniza analisar a contribuição de todos esses elementos, ao longo da história, e a significação social que damos aos mesmos, na produção, reprodução e transmissão da cultura constituída ao longo do tempo.

Ao analisarmos a linguagem audiovisual, uma das propostas deste módulo, podemos entendê-la como um todo, como qualquer meio sistematizado, o qual utilizamos para nossa comunicação, transmissão, recepção e transmissão de idéias, informações, conhecimentos, etc. Nesse sentido, podemos afirmar que a linguagem audiovisual educa, uma vez que a educação, além dos limites formais, se dá por meio da interação social.

A tecnologia dos audiovisuais sempre seguiu caminhos próximos à educação. O uso de audiovisuais nas escolas, como câmeras, projetores, telas faz com que se configure a área “tecnologia educacional”, em nosso país desde 1970, quando começam surgir iniciativas nesse sentido. Atualmente os audiovisuais podem ser verificados no dia-a-dia educacional, como por exemplo: existem vários canais de TV que são educativos, as Universidades têm disponibilizado, cada vez mais, cursos à distância com o uso da própria internet, etc.

Se pararmos para pensar nos primórdios dos audiovisuais, podemos avaliar o quanto ignoramos como a arte e a linguagem começaram. E, este é um módulo que nos permite fazer tal reflexão. Imagens rupestres sempre instigaram a imaginação humana, o que elas querem dizer? Não sabemos, portanto nos levam a emoção. A linguagem visual como as demais requerem o exercício de nossa imaginação é através delas que construímos nossa leitura de mundo de tudo que ouvimos e vemos. Viajamos na nossa imaginação...

Podemos considerar o cinema e a televisão como técnicas audiovisuais que capturam e registram o que a realidade mostra. Tudo ocorre de uma forma rápida: os acontecimentos, as imagens e os sons. A fotografia já diferencia do cinema e da televisão, registram os acontecimentos de uma forma estática, sem movimento. Entretanto, cada qual a sua maneira, tem uma determinada linguagem e nos leva a emoção. Imagens transformam o mundo e dão a ele uma nova configuração. Nosso cotidiano se altera. As muitas leituras de nós mesmos e dos outros que o mundo proporciona, diferenciam as pessoas, dependendo do nível de conhecimento de cada um. Cada indivíduo realiza leitura de mundo de forma diferente.

As imagens e sons que temos nos filmes e em meios eletrônicos sugerem que muitas outras manifestações da cultura ainda são possíveis, que estão por acontecer e por serem registradas. A linguagem audiovisual nos permite observar cada fragmento da história e compreendê-los em toda sua extensão e complexidade.

Para enriquecer o módulo, os professores trouxeram vários filmes. Percebemos que o cinema na escola pode ser rico. A presença do cinema, televisão, dos vídeos nas escolas pode ser construída em momentos de reflexão. Nesses, há várias concepções, o olhar de cada um à narrativa que foi apresentada através de imagens e de sons. Sua utilização instiga a imaginação que é uma espécie de memória.

Outra atividade, que enriqueceu sobremaneira o módulo foi uma visita que fizemos ao jornal Tribuna de Cianorte, o mais conceituado da cidade. Foi muito interessante, pois conhecemos as diversas etapas necessárias até que se chegue à versão final de um jornal, tais como: a recepção (muitas notícias ou classificados, por exemplo, chegam até o jornal por meio da recepção), a redação de jornalismo, a diagramação e a impressão. Como o jornal também tem uma página na internet, nos foi explicado, durante a visita, como são feitas as reportagens que serão publicadas ali. Nesse aspecto, o interessante é que se tem o controle do que é mais lido, quais as notícias que o povo mais procura (geralmente as páginas policiais são as primeiras colocadas na audiência, segundo o Sr. Eduardo, chefe de redação do jornal).

Encerro este memorial, lembrando algo muito importante que a autora do módulo, Laura Maria Coutinho, nos remete sobre um dos recursos audiovisuais mais utilizados na contemporaneidade: a televisão. Esta, segundo a autora, tornou-se tão corriqueira que muitas pessoas passam horas a frente, não percebendo que ela direciona nossa visão, nossos pensamentos e, com isso, nos seduz. Muitas das linguagens audiovisuais são sedutoras, sugerem muito mais do que afirmam, são carregadas de sedução. Utilizemos então, tamanho poder, para seduzirmos nossos alunos, direcioná-los à um processo educacional de qualidade e de transformação social.