sábado, 12 de maio de 2012

MÓDULO 6 - Tabelas de comparação de matrículas



Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 6

Tabela referente à página 40:



 
COMPARAÇÃO DE MATRÍCULAS
BRASIL
Comparação de Matrículas da Educação Básica por Etapa e Modalidade - Brasil. 2007 e 2008. 
 Etapas/Modalidades de Educação Básica
Matrículas / Ano
2007
2008
Diferença    2007-2008
Variação      2007-2008
Educação Básica
          53.028.928
          53.232.868
203.940
0,4
Educação Infantil
6.509.868
6.719.261
209.393
3,2
Creche
1.579.581
1.751.736
172.155
10,9
Pré-escola
4.930.287
4.967.525
37.238
0,8
Ensino Fundamental
32.122.273
32.086.700
-35.573
-0,1
Ensino Médio
8.369.369
8.366.100
-3.269
0,0
Educação Profissional
693.610
795.459
101.849
14,7
Educação Especial
348.470
319.924
-28.546
-8,2
EJA
4.985.338
4.945.424
-39.914
-0,8
Ensino Fundamental
3.367.032
3.295.240
-71.792
-2,1
Ensino Médio
1.618.306
1.650.184
31.878
2,0
Fonte: MEC/Inep/Deed.


Tabela referente à página 41:


 
MATRÍCULAS
Número de Matrículas na Educação Básica, por Dependência Administrativa, segundo a Etapa e Modalidade. Brasil - 2008
Etapa/Modalidade
Matrículas na Educação Básica
Total
Dependência Administrativa
Federal
%
Estadual
%
Municipal
%
Privada

Educação Básica
      53.232.868
     197.532
      0,4
      21.433.441
40,3
      24.500.852
46,0
      7.101.043
      13,3
Educação Infantil
6.719.261
2.238
0,0
112.546
1,7
4.878.475
72,6
1.726.002
      25,7
Creche
1.751.736
1.121
0,1
7.365
0,4
1.134.944
64,8
608.306
      34,7
Pré-escola
4.967.525
1.117
0,0
105.181
2,1
3.743.531
75,4
1.117.696
      22,5
Ensino Fundamental
32.086.700
25.622
0,1
11.000.916
34,3
17.442.158
54,4
3.618.004
      11,3
Ensino Médio
8.366.100
82.033
1,0
7.177.377
85,8
136.167
1,6
970.523
      11,6
Educação Profissional
795.459
77.074
9,7
257.543
32,4
29.191
3,7
431.651
      54,3
Educação Especial
319.924
820
0,3
46.795
14,6
66.834
20,9
205.475
      64,2
EJA
4.945.424
9.745
0,2
2.838.264
57,4
1.948.027
39,4
149.388
        3,0
Ensino Fundamental
3.295.240
747
0,0
1.361.403
41,3
1.890.174
57,4
42.916
        1,3
Ensino Médio
1.650.184
8.998
0,5
1.476.861
89,5
57.853
3,5
106.472
        6,5
Fonte: MEC/Inep/Deed.

terça-feira, 3 de abril de 2012

MÓDULO 5 - Direitos e deveres

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima e Leila Maria Magalhães Garcia da Silva
Referência: Módulo 5
Atividade 5 e 6 da PPS: Direitos e deveres dos professores, funcionários e alunos explícitos no Regimento Escolar.


TEXTO CORRESPONDENTE AO REGIMENTO ESCOLAR DO COL. EST. PROF. CAIO MÁRIO MOREIRA:

TÍTULO III
DIREITOS E DEVERES DA COMUNIDADE ESCOLAR

CAPÍTULO I
DOS DIREITOS, DEVERES E PROIBIÇÕES DOS DOCENTES, EQUIPE PEDAGÓGICA E DIREÇÃO

Seção I
Dos Direitos

Art. 163- Aos docentes, equipe pedagógica e direção, além dos direitos que lhes são assegurados pelo Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado do Paraná - Lei nº 6.174/70 e Estatuto do Magistério - Lei Complementar nº 07/76, são garantidos os seguintes direitos:
I.ser respeitado na condição de profissional atuante na área da educação e no desempenho de suas funções;
II.participar da elaboração e implementação do Projeto Político- Pedagógico da escola, Regimento Escolar e Regulamentos Internos;
III. participar de grupos de estudos, encontros, cursos, seminários e outros eventos, ofertados pela SEED e pelo próprio Estabelecimento de Ensino, tendo em vista o seu constante aperfeiçoamento profissional;
IV. propor aos diversos setores deste Estabelecimento de Ensino ações que viabilizem um melhor funcionamento das atividades;
V. requisitar ao setor competente o material necessário à sua atividade, dentro das possibilidades deste Estabelecimento de Ensino;
VI. propor ações que objetivem o aprimoramento dos procedimentos de ensino, da avaliação do processo pedagógico, da administração, da disciplina e das relações de trabalho neste Estabelecimento de Ensino;
VII. utilizar-se das dependências e dos recursos materiais da escola para o desenvolvimento de suas atividades;
VIII. ter assegurado o direito de votar e/ou ser votado como representante no Conselho Escolar e associações afins;
IX. participar de associações e/ou agremiações afins;
X. participar da definição da Proposta Pedagógica Curricular da escola e sua Matriz Curricular, conforme normas emanadas da SEED;
XI. ter assegurado, pelo mantenedor, o processo de formação continuada;
XII. ter acesso às orientações e normas emanadas da SEED;
XIII. participar da Avaliação Institucional, conforme orientação da SEED;
XIV. tomar conhecimento das disposições do Regimento Escolar e do(s) Regulamento(s) Interno(s) deste Estabelecimento de Ensino;
XV. compor equipe multidisciplinar, para orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à Educação das Relações Étnico-Raciais e ao Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, ao longo do período letivo;
XVI. ter assegurado gozo de férias previsto em lei.

Seção II
Dos Deveres

Art. 164- Aos docentes, equipe pedagógica e direção, além das atribuições previstas no Capítulo I do Título II, deste Regimento Escolar, compete:
I. possibilitar que este Estabelecimento de Ensino cumpra a sua função, no âmbito de sua competência;
II. desempenhar sua função de modo a assegurar o princípio constitucional de igualdade de condições para o acesso e a permanência do aluno neste Estabelecimento de Ensino;
III. elaborar exercícios domiciliares aos alunos impossibilitados de freqüentar a escola, em atendimento ao disposto na Seção IX, do Capítulo II, do Título II, deste Regimento Escolar;
IV. colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade;
V. comparecer às reuniões do Conselho Escolar, quando membro representante do seu segmento;
VI. manter e promover relações cooperativas no âmbito escolar;
VII. cumprir as diretrizes definidas no Projeto Político-Pedagógico deste Estabelecimento de Ensino, no que lhe couber;
VIII. manter o ambiente favorável ao desenvolvimento do processo pedagógico;
IX. comunicar aos órgãos competentes quanto à freqüência dos alunos, para tomada das ações cabíveis;
X. dar atendimento ao aluno independentemente de suas condições de aprendizagem;
XI. organizar e garantir a reflexão sobre o processo pedagógico na escola;
XII. manter os pais ou responsáveis e os alunos informados sobre o Sistema de Avaliação da Escola, no que diz respeito à sua área de atuação;
XIII. informar pais ou responsáveis e os alunos sobre a freqüência e desenvolvimento escolar obtidos no decorrer do ano letivo;
XIV. estabelecer estratégias de recuperação de estudos, no decorrer do ano letivo, visando à melhoria do aproveitamento escolar;
XV. receber e analisar o pedido de revisão de notas dos alunos no prazo estabelecido no Sistema de Avaliação;
XVI. cumprir e fazer cumprir os horários e calendário escolar;
XVII. ser assíduo, comparecendo pontualmente a este Estabelecimento de Ensino nas horas efetivas de trabalho e, quando convocado, para outras atividades programadas e decididas pelo coletivo da escola;
XVIII. comunicar, com antecedência, eventuais atrasos e faltas;
XIX. zelar pela conservação e preservação das instalações escolares;
XX. cumprir as disposições do Regimento Escolar.
Parágrafo Único - A equipe pedagógica deverá acompanhar o trabalho docente, quando das reposições de conteúdos e carga horária aos discentes.

CAPÍTULO II
DOS DIREITOS, DEVERES E PROIBIÇÕES DA EQUIPE TÉCNICO ADMINISTRATIVA, ASSISTENTES DE EXECUÇÃO E DA EQUIPE AUXILIAR OPERACIONAL

Seção I
Dos Direitos

Art. 167- A equipe técnico-administrativa, assistentes de execução e a equipe auxiliar operacional, além dos direitos que lhes são assegurados em lei, têm, ainda, as seguintes prerrogativas:
I. ser respeitado na condição de profissional atuante na área da educação e no desempenho de suas funções;
II. utilizar-se das dependências, das instalações e dos recursos materiais deste Estabelecimento, necessários ao exercício de suas funções;
III. participar da elaboração e implementação do Projeto Político- Pedagógico da escola;
IV. colaborar na implementação da Proposta Pedagógica Curricular definida no Projeto Político-Pedagógico da escola;
V. requisitar o material necessário à sua atividade, dentro das possibilidades deste Estabelecimento de Ensino;
VI. sugerir aos diversos setores de serviços deste Estabelecimento de Ensino ações que viabilizem um melhor funcionamento de suas atividades;
VII. ter assegurado o direito de votar e/ou ser votado como representante no Conselho Escolar e associações afins;
VIII. participar de associações e/ou agremiações afins;
IX. tomar conhecimento das disposições do Regimento Escolar e do(s) Regulamento(s) Interno(s) deste Estabelecimento de Ensino.

Seção II
Dos Deveres

Art. 168- Além das outras atribuições legais, compete:
I. cumprir e fazer cumprir os horários e Calendário Escolar;
II. ser assíduo, comunicando com antecedência, sempre que possível, os atrasos e faltas eventuais;
III. contribuir, no âmbito de sua competência, para que o estabelecimento de ensino cumpra sua função;
IV. desempenhar sua função de modo a assegurar o princípio constitucional de igualdade de condições para o acesso e a permanência do aluno no estabelecimento de ensino;
V. manter e promover relações cooperativas no ambiente escolar;
VI. manter e fazer manter o respeito e ambiente favorável ao desenvolvimento do processo de trabalho escolar;
VII. colaborar na realização dos eventos que este Estabelecimento de Ensino proporcionar, para os quais for convocado;
VIII. comparecer às reuniões do Conselho Escolar, quando membro representante do seu segmento;
IX. zelar pela manutenção e conservação das instalações escolares;
X. colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade;
XI. cumprir as atribuições inerentes ao seu cargo;
XII. tomar conhecimento das disposições contidas no Regimento Escolar;
XIII. cumprir e fazer cumprir as disposições do Regimento Escolar, no seu âmbito de ação.

CAPÍTULO III
DOS DIREITOS, DEVERES, PROIBIÇÕES E AÇÕES DISCIPLINARES DOS ALUNOS

Seção I
Dos Direitos

Art. 171- Constituem-se direitos dos alunos, com observância dos dispositivos constitucionais da Lei Federal nº 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, da Lei nº 9.394/96 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN, Decreto Lei nº 1.044/69 e Lei nº 6.202/75:
I. tomar conhecimento das disposições do Regimento Escolar e do(s) Regulamento(s) Interno(s) deste Estabelecimento de Ensino, no ato da matrícula;
II. ter assegurado que este Estabelecimento de Ensino cumpra a sua função de efetivar o processo de ensino e aprendizagem;
III. ter assegurado o princípio constitucional de igualdade de condições para o acesso e permanência no estabelecimento de ensino;
IV. ser respeitado, sem qualquer forma de discriminação;
V. solicitar orientação dos diversos setores deste Estabelecimento de Ensino;
VI. utilizar os serviços, as dependências escolares e os recursos materiais da escola, de acordo com as normas estabelecidas no Regulamento Interno;
VII. participar das aulas e das demais atividades escolares;
VIII. ter assegurada a prática, facultativa, da Educação Física, nos casos previstos em lei;
IX. ter ensino de qualidade ministrado por profissionais habilitados para o exercício de suas funções e atualizados em suas áreas de conhecimento;
X. ter acesso a todos os conteúdos previstos na Proposta Pedagógica Curricular deste Estabelecimento de Ensino;
XI. participar de forma representativa na construção, acompanhamento e avaliação do Projeto Político-Pedagógico da escola;
XII. ser informado sobre o Sistema de Avaliação deste Estabelecimento de Ensino;
XIII. tomar conhecimento do seu aproveitamento escolar e de sua freqüência, no decorrer do processo de ensino e aprendizagem;
XIV. solicitar, pelos pais ou responsáveis, quando criança ou adolescente, revisão do aproveitamento escolar dentro do prazo de 72 (setenta e duas) horas, a partir da divulgação do mesmo;
XV. ter assegurado o direito à recuperação de estudos, no decorrer do ano letivo, mediante metodologias diferenciadas que possibilitem sua aprendizagem;
XVI. contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores, Conselho Escolar e Núcleo Regional de Educação;
XVII. requerer transferência ou cancelamento de matrícula por si, quando maior, ou através dos pais ou responsáveis, quando menor;
XVIII. ter reposição das aulas quando da ausência do professor responsável pela disciplina;
XIX. solicitar os procedimentos didático-pedagógicos previstos na legislação vigente e normatizados pelo Sistema Estadual de Ensino;
XX. sugerir, aos diversos setores de serviços deste Estabelecimento de Ensino, ações que viabilizem melhor funcionamento das atividades;
XXI. ter assegurado o direito de votar e/ou ser votado representante no Conselho Escolar e associações afins;
XXII. participar de associações e/ou organizar agremiações afins;
XXIII. representar ou fazer-se representar nas reuniões do Pré-Conselho e do Conselho de Classe;
XXIV. realizar as atividades avaliativas, em caso de falta às aulas, mediante justificativa e/ou atestado médico;
XXV. receber regime de exercícios domiciliares, com acompanhamento da escola, sempre que compatível com seu estado de saúde e mediante laudo médico, como forma de compensação da ausência às aulas, quando impossibilitado de freqüentar a escola por motivo de enfermidade ou gestação;
XXVI. receber atendimento educacional hospitalar, quando impossibilitado de freqüentar a escola por motivos de enfermidade, em virtude de situação de internamento hospitalar.

Seção II
Dos Deveres

Art. 172- São deveres dos alunos:
I. manter e promover relações de cooperação no ambiente escolar;
II. realizar as tarefas escolares definidas pelos docentes;
III. atender às determinações dos diversos setores deste Estabelecimento de Ensino, nos respectivos âmbitos de competência;
IV. participar de todas as atividades curriculares programadas e desenvolvidas por este Estabelecimento de Ensino;
V. comparecer às reuniões do Conselho Escolar, quando membro representante do seu segmento;
VI. cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações escolares;
VII. compensar, junto com os pais, os prejuízos que vier a causar ao patrimônio da escola, quando comprovada a sua autoria;
VIII. cumprir as ações disciplinares deste Estabelecimento de Ensino;
IX. providenciar e dispor, sempre que possível, do material solicitado e necessário ao desenvolvimento das atividades escolares;
X. tratar com respeito e sem discriminação professores, funcionários e colegas;
XI. comunicar aos pais ou responsáveis sobre reuniões, convocações e avisos gerais, sempre que lhe for solicitado;
XII. comparecer pontualmente a aulas e demais atividades escolares;
XIII. manter-se em sala durante o período das aulas;
XIV. apresentar os trabalhos e tarefas nas datas previstas;
XV. comunicar qualquer irregularidade de que tiver conhecimento ao setor competente;
XVI. apresentar justificativa dos pais ou responsáveis, quando criança ou adolescente, para poder entrar após o horário de início das aulas;
XVII. apresentar atestado médico e/ou justificativa dos pais ou responsáveis, quando criança ou adolescente, em caso de falta às aulas;
XVIII. responsabilizar-se pelo zelo e devolução dos livros didáticos recebidos e os pertencentes à biblioteca escolar;
XIX. observar os critérios estabelecidos na organização do horário semanal, deslocando-se para as atividades e locais determinados, dentro do prazo estabelecido para o seu deslocamento;
XX. respeitar o professor em sala de aula, observando as normas e critérios estabelecidos;
XXI. cumprir as disposições do Regimento Escolar no que lhe couber.

VI. receber, durante o período de aula, sem a prévia autorização do órgão competente, pessoas estranhas ao funcionamento deste Estabelecimento de Ensino;
VII. discriminar, usar de violência simbólica, agredir fisicamente e/ou verbalmente colegas, professores e demais funcionários deste Estabelecimento de Ensino;
VIII. expor colegas, funcionários, professores ou qualquer pessoa da comunidade a situações constrangedoras;
IX. entrar e sair da sala durante a aula, sem a prévia autorização do respectivo professor;
X. consumir ou manusear qualquer tipo de drogas nas dependências deste Estabelecimento de Ensino;
XI. fumar nas dependências deste Estabelecimento de Ensino, conforme legislação em vigor;
XII. comparecer às aulas embriagado ou com sintomas de ingestão e/ou uso de substâncias químicas tóxicas;
XIII. utilizar-se de aparelhos eletrônicos, na sala de aula, que não estejam vinculados ao processo ensino e aprendizagem;
XIV. danificar os bens patrimoniais deste Estabelecimento de Ensino ou pertences de seus colegas, funcionários e professores;
XV. portar armas brancas ou de fogo e/ou instrumentos que possam colocar em risco a segurança das pessoas;
XVI. portar material que represente perigo para sua integridade moral, física ou de outrem;
XVII. divulgar, por qualquer meio de publicidade, ações que envolvam direta ou indiretamente o nome da escola, sem prévia autorização da direção e/ou do Conselho Escolar;
XVIII. promover excursões, jogos, coletas, rifas, lista de pedidos, vendas ou campanhas de qualquer natureza, no ambiente escolar, sem a prévia autorização da direção.

Cianorte, 26 de novembro de 2007.

MÓDULO 5 - Comentários sobre o filme: Tempos Modernos

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima e Leila Maria Magalhães da Silva Garcia
Referência: Módulo 5


Comentários sobre o filme: Tempos Modernos

O filme revela algumas questões acerca dos trabalhadores na era do início da industrialização. Tratava-se de aprendizes órfãos, alguns vinham de Londres e tinham entre 7 e 11 anos, outros de Liverpool, os quais tinham de 8 15 anos. Até a idade de 21 anos eram considerados em estágio de aprendizagem. A carga horária de trabalho era excessiva, sendo que tinha início às 5 da manhã e ia até às 8 da noite. Quinze horas diárias consideradas como um horário normal. Quando as fábricas paravam para reparos ou falta de algodão, tinham as crianças, as quais trabalhavam ainda mais para recuperar o tempo parado. Essas crianças trabalhavam de pé, o tempo todo, sem poder parar um momento para descansar. Estudiosos acreditam que muitos eram os acidentes ocorridos no interior das fábricas, entretanto, dificilmente encontra-se disponível aos pesquisadores algo que possa revelar mais detalhes no que concerne a esse assunto. O trabalho era pesado e criança, aprendiz, ganhava muito pouco pelo trabalho desenvolvido.
(Baseado no depoimento de Jhon Moss, capataz de aprendizes numa fábrica de tecidos de algodão, perante uma comissão do Parlamento Inglês em 1816).
Por um lado a Revolução Industrial trouxe um inegável avanço tecnológico, por outro, ela reforçou a opressão econômica sobre parte da população. Os efeitos desse processo, tanto em termos tecnológicos quanto sociais, podem ser sentidos até hoje.
O Filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, em 1936, interpreta um operário fabril, limitado ao trabalho em série, desumanizado, envolvido numa série de peripécias na busca da felicidade com uma jovem órfã. Mais que os momentos hilariantes (engraçados), o filme é composto por uma mensagem intemporal sobre o povo e a sua eterna luta. Desde as inovações no mundo industrial, à prisão, à busca de um lar e de um emprego, Chaplin, a figura que todos conhecemos, oferece-nos momentos hilariantes e criativos, como o momento em que é sugado pela máquina que opera, uma das imagens que marca a história do cinema e toda uma época pós-revolução industrial.
O filme de Chaplin ocorre na época em que os filmes sonoros já existiam, porém prefere criar o filme mudo, numa busca do passado, optou pelo filme mudo. Pois a partir do momento em que seu personagem falasse, perderia ali toda a magia do filme. O som que existe é apenas a som das máquinas, como ecrãs, rádio e aparelhos do gênero. A canção que Chaplin canta, quase no final, e feita de palavras quase sem sentido, como se estivesse apenas cantarolando. Um grito de ajuda e apreço para os pobres, que tanto Chaplin estimava.
Este filme marca um século inteiro. Filmado num período marcado pela grande depressão e pela luta do homem pela felicidade. Apesar de não ser dos mais divertidos, é um dos melhores, ou o melhor filme de Charles Chaplin.

Sinopse: Nesse filme não há meio termo, Chaplin realmente quis passar um mensagem social. Cada sena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina, tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade, a escravização do homem. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.
Um trabalhador de uma fábrica... Chaplin, tem um colapso nervoso por trabalhar de forma quase escrava. É levado para um hospital, e quando retorna para a vida normal, para o barulho da cidade, encontra a fábrica já fechada. Sai em busca de outro destino, mas acaba em uma confusão: ao ver uma jovem roubar um pão para comer ele decide se entregar no lugar da moça. Não dá certo, pois uma grã-fina tinha visto o que houve e entrega tudo. A prisão para ele parece ser o melhor lugar para se viver tranqüilo e seguro, entre amigos. Mesmo assim os dois acabam escapando e vão tentar a vida em outro lugar e de outra maneira. A amizade entre os dois é bela, porém precisa arrumar emprego.
Consegue emprego numa outra fábrica, mas logo os operários entram em greve e ele mete-se novamente em perigo e confusão devido a uma bandeira vermelha que cai de um caminhão. Os policiais o vê como o líder da confusão, vai preso novamente, mas porque acerta uma pedra na cabeça de um policial. Sua amiga arruma um emprego de dançarina num Músic Hall e emprega seu amigo como garçom, também não dá certo e, assim, os dois vãos tentando a vida, cheia de erros e acertos.

Reflexão: Este filme retrata, de uma maneira célebre e descontraída, a forma como estamos enfrentando os avanços tecnológicos, o modo como estamos sendo integrados às engrenagens dentro de um sistema, como se fossemos também mola que completam e articulam o movimento das máquinas e de todo processo produtivo. No início do filme um grande relógio nos mostra a hora da entrada dos operários na fábrica, os enquadramentos se deslocam rapidamente para um amontoado de homens apressados, dirigindo-se a seus empregos e logo em seguida a cena é cortada e mostra um monte de ovelhas amontoadas. Tais senas denunciam que o homem tem se comportado como tal, seguindo apenas a ordem de algo ou de alguém. Nos faz refletir sobre situações relativas ao trabalho no mundo industrial e as relações entre patrões e empregados.

Ficha Técnica: Título original: Modern Times; Gênero: Comédia; Tempo de Duração: 87 min.; Ano de Lançamento (EUA): 1936; Estúdio: United Artists / Charles Chaplin Productions; Distribuição: United Artists; Direção, Roteiro, Produção e Música: Charles Chaplin; Fotografia: Ira H. Morgan e Roland Totheroh; Direção de Arte: Charles D. Hall e J. Hussell Spencer

MÓDULO 5 - Revolução Industrial

Síntese acerca da Revolução Industrial e sua influência na sociedade capitalista.

Atualmente, as relações de trabalho e produção passam por grandes mudanças. Essas transformações estão ligadas ao desenvolvimento de novas tecnologias, tais como: a informática, a robótica e o uso combinado do computador com outros meios de telecomunicação. O que se percebe é que estamos em plena revolução industrial “tecnológica”.
É difícil imaginar como seria a vida cotidiana da sociedade contemporânea sem automóveis, eletrodomésticos, telefones, etc. Entretanto, esse mundo de máquinas e tecnologia, tal como conhecemos, começou a tomar forma com a Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra em meados do século XVIII e estendeu-se para outros países a partir do século XIX.
Antes do período supracitado, a maioria das pessoas vivia no campo, desenvolvendo atividades agrícolas e pastoris ou moravam em vilarejos desenvolvendo atividades como a de artesão. O artesão precisaria dominar todo o processo do seu trabalho, ou seja, desde desentortar um arame até dar o polimento final a um alfinete, e ainda fabricar seu próprio instrumento de trabalho.
Os homens, antes da revolução industrial, trabalhavam em pequenos grupos e produziam em pequena escala. Existiam as manufaturas, as quais, pela praticidade e rentabilidade comercial, reuniam vários artesões, em um só lugar. Essa era uma maneira de economizar na fabricação dos instrumentos de trabalho. As manufaturas eram fabricadas somente para suprir o interesse local imediato, tais como: alimentos, roupas e outros objetos. Havia também as grandes cidades, eram centros comerciais e principalmente cidades capitais, ou seja, concentrava do poder político do reino.
O que mudou com a revolução industrial?
Nas manufaturas foi implantado um processo de divisão do trabalho, o qual deu origem às linhas de produção e montagem. Cada trabalhador cumpria uma tarefa específica na produção. Com a divisão do trabalho, aumentou-se a velocidade de fabricação, pois o trabalhador passava o dia todo realizando a mesma atividade, o que o tornava cada vez mais ágil.
O estágio da produção mecanizada nas fábricas foi atingido quando os avanços técnicos, aliados ao aperfeiçoamento dos métodos produtivos, propiciaram a criação das máquinas industriais. O processo de mecanização da produção, conhecido como Revolução Industrial, teve início na Inglaterra, pois ao longo da Idade Moderna a burguesia inglesa acumulou capital – por meio da concentração de terras nas mãos de poucos proprietários e da expansão do comércio, que deram impulso ao processo de produção industrial.
Alguns fatores contribuíram para que a burguesia expandisse o comércio marítimo e acumulasse capital: A Inglaterra tinha a mais importante zona de livre comércio (resultado da abolição dos antigos direitos feudais) e um sistema de créditos financeiro bem desenvolvido (desde a fundação do Banco da Inglaterra, em 1964).
Fatores como os acima mencionados favoreceram a expansão do comércio marítimo e a acumulação de capitais pela burguesia, que passou a investir tanto nas fábricas como na modernização da produção rural, até mesmo introduzindo máquinas agrícolas. O investimento no campo gerou maior produção de alimentos e houve ainda, devido ao racionalismo iluminista, um avanço na medicina que pode combater algumas epidemias. Esses acontecimentos favoreceram o aumento da população e, associado ao êxodo rural, levou à ampliação da oferta de mão-de-obra nas cidades, formando uma massa de trabalhadores que só tinha como meio de sobrevivência o trabalho na indústria em troca de um salário miserável. O acúmulo de capitais e a exploração do trabalho colocaram a Inglaterra na dianteira da Revolução Industrial. Grosso modo, pode-se afirmar que Revolução Industrial trouxe a expansão do comércio e o crescimento da população urbana impulsionando e fortalecendo o capitalismo na sociedade.

Bibliografia:
COTRINI, Gilberto, História Global–Brasil geral–Volume único -8ª edição.S.Paulo: Saraiva, 2005.
FIGUEIRA, Divalte Garcia, História – volume único-1ª edição. S. Paulo: àtica. 2005.
HOBSBAWM, Eric, a era do Capital. São Paulo. Editora Paz e Terra, 1982.

MEMORIAL DO MÓDULO 5

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima e Leila Maria Magalhães da Silva Garcia
Referência: Módulo 5

Análise e interpretação da afirmativa de Hobsbawm: “A Revolução Francesa deu aos povos a noção de que a História pode ser mudada por sua ação”

Um Breve relato sobre a Revolução Francesa:
Liberdade, igualdade e fraternidade foram princípios solenemente enunciados na França, pela primeira vez, em 1789, num processo revolucionário – a Revolução Francesa – que pretendia romper com a antiga sociedade de ordens e privilégios.
A Revolução Francesa é considerado por muitos historiadores o marco tradicional do início da Idade Contemporânea. Foi um movimento que contou com a participação de vários grupos sociais, incluindo a população pobre das cidades, os pequenos produtores e comerciantes e os camponeses explorados pela servidão. Ao final de um longo processo, os privilégios foram extintos. Mas, em seu lugar, a burguesia adquiriu privilégios pelo poder econômico.
Por volta de 1789, a França era o país mais populoso da Europa Ocidental, com aproximadamente 25 milhões de habitantes. Essa população estava dividida em três ordens ou estados: o clero baixo e o clero alto (primeiro estado), a nobreza: cortesã provincial e nobreza de toga (segundo estado), e o restante da população (camponeses, sans-culottes, pequena burguesia, média burguesia e alta burguesia), este é o terceiro estado. Cada uma dessas ordens dividia-se internamente em grupos, muitas vezes rivais.
A revolução é uma mudança radical e, geralmente, violenta, de uma estrutura social, política e econômica. Para haver uma revolução, é preciso que o descontentamento do povo tenha chegado a um ponto insuportável e que haja grupos organizados capazes de dar uma direção a essa revolta. Desde meados do século XVIII a economia francesa apresentava sinais de crise, resultado das guerras na Europa e na América. Devido às lutas provenientes da crise econômica e muitas discussões sobre a situação da sociedade na época, almejando uma mudança, o iluminismo vai se fortalecendo formando associações a fim de divulgar suas idéias e que mais tarde tornam-se revoltas dos aristocratas, organizadas em prol de mudanças. Uma das principais lutas era pelos direitos humanos.

Países com maior envolvimento: Inglaterra - século XVII; Estados Unidos - século XVIII; França – século XVIII .

Podem-se citar inúmeros fatos que marcaram na Revolução Francesa, entre eles destacam-se: Formação da assembléia Constituinte e tomada da Bastilha (1789); Aprovação da Constituição Civil do Clero (1790); Aprovação da Constituição e Início da monarquia constitucional (1791); Início da guerra contra Áustria e Prússia, suspensão do rei Luis XVI e posse da Convenção Nacional (1792); Execução do rei Luis XVI e início do terror (1793); Queda e morte de Robespierre e fim do Terror (1794); Conclusão da Nova Constituição e governo do Diretório (1795); Golpe do 18 de Bromarei dado por Napoleão Bonaparte (1799). Tais fatos demonstram que a ação do homem, seja física ou intelectualmente, transforma diversas situações. Nesse sentido, entendo que Hobsbawm estava correto quanto à afirmativa acima citada, pois a Revolução Francesa foi a prova real de que a História pode ser mudada por meio da ação humana.

sábado, 17 de março de 2012

MÓDULO 4 - RELATÓRIO PPS

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 4


RELATÓRIO DA PRÁTICA PROFISSIONAL SUPERVISIONADA DA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

Assunto: Relatório das Atividades Práticas desenvolvidas nos Estabelecimentos de Ensino.

Objeto da Apuração: Planejamento, Entrevista e Estudo de Caso

Local: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – E F M e Colégio Estadual Cianorte

Data: Novembro de 2008


Senhora Tutora do Curso Profuncionário Multimeios Didáticos:


Este relatório objetiva demonstrar os resultados das atividades práticas desenvolvidas nos estabelecimentos de ensino: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, no qual trabalho, e Colégio Estadual Cianorte, no qual realizo o curso do Profuncionário. Realizei as devidas atividades nos dias 03, 06, 07, 08 e 09 de Novembro, período em que me dediquei exclusivamente para a execução das mesmas. Dizem respeito ao quarto módulo do curso, o qual aborda a temática “Relações Interpessoais: abordagem psicológica”, de Regina Lúcia Sucupira Pedroza (2006), composto por cinco unidades que contemplam questões relevantes ao conhecimento dos profissionais da educação, tais como: a relação da psicologia com a educação; a psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem; a noção de estágios em psicologia do desenvolvimento; entre outros. Tais conteúdos possibilitam uma construção teórica importantíssima para a compreensão de alguns aspectos do desenvolvimento psicológico e nos enriquecem, enquanto pessoas que atuam no campo educacional, na medida em que promovem uma reflexão mais elaborada acerca do papel não só da escola, mas da sociedade como um todo na formação do sujeito.
Como primeira atividade prática, nos foi proposta a elaboração do planejamento de uma aula, em abordagem psicológica, do filme “Náufrago”, o qual apresenta diversos aspectos psicológicos que podem estar sendo trabalhados em sala de aula. Conseguimos por meio de análise, planejar uma aula que considera pontos relevantes apresentados no filme, tais como: as relações sociais, a sociedade civil, solidariedade e conflitos, diversidades sócio culturais, divisão de classes sociais, inversão na transformação humana, importância da comunicação, entre outros. Propusemos ainda, algumas atividades como: debates em sala de aula, pesquisas acerca das relações interpessoais na sociedade contemporânea, curiosidades sobre os naufrágios, possíveis notícias da época do lançamento do filme, diferenciação das culturas, reflexão acerca da busca pela sobrevivência e a da importância da comunicação. Essa atividade foi realizada no Colégio Estadual Cianorte, tendo em vista que o local viabilizou meu encontro com a Leila, outra cursista companheira de atividade. É importante para nós, enquanto alunos de um curso em multimeios didáticos, estarmos realizando este tipo de trabalho, uma vez que ao atuarmos junto ao professor podemos contribuir com sua aula no sentido de propor debates, dar sugestões, etc., tendo em vista que já possuímos conhecimentos prévios adquiridos durante o curso.
Como segunda atividade prática, entrevistei o Professor Pedagogo Cláudio Madureira de Andrade, que atua nesta função nos colégios Primo Manfrinato e Caio Moreira, e ainda trabalha em sala de aula com uma 2ª série na Escola Municipal Jorge Moreira da Silva, acerca da contribuição dos conhecimentos psicológicos no cotidiano escolar. Foi perceptível, por meio dessa entrevista, a verificação de como os aspectos psicológicos contribuem de forma efetiva no cotidiano escolar e a importância do professor ter bem definidos tais conhecimentos, uma vez que esses além de viabilizarem uma melhor atuação demonstram o comprometimento do mesmo com relação à educação.
O estudo de um caso de indisciplina na escola, em uma abordagem psicológica, foi a terceira atividade prática realizada. Essa possibilitou-nos verificar a responsabilidade atribuída à Psicologia na solução dos mais variados problemas existentes na sociedade contemporânea. Foi possível perceber que muitos estudiosos, a fim de atender as demandas dessa sociedade, têm procurado estruturar, no plano teórico, uma psicologia de base marxista, capaz de analisar o psiquismo humano a partir de sua historicidade, considerando o processo educacional como condicionado.
Vale ressaltar que as atividades práticas propostas são de grande valia para formação continuada dos Agentes Educacionais. Precisamos ter claros alguns conceitos psicológicos para podermos contribuir de forma eficaz no processo de ensino-aprendizagem. Em posse de tais conhecimentos, é possível uma reflexão mais elaborada acerca do contexto psicológico no qual o aluno se insere e, consequentemente, uma atuação no sentido de viabilizar o construto teórico, o saber elaborado de nossos alunos.
Nada mais havendo a relatar, atenciosamente,



__________________________
Rosilene de Lima
Cursista

MÓDULO 4 - MEMORIAL

Tutora: Aurineide Maria Moreno Hauth

Grupo: Edna Cabral Sanches;
Fabiana Rodrigues dos Santos;
Helton Penachio;
Izabel Ferreira de Souza;
Leila Maria Magalhães da Silva Garcia;
Rosilene de Lima.


Módulo IV

CONTRIBUIÇÕES FREUDIANAS PARA A EDUCAÇÃO

O médico austríaco Sigmound Freud, assim como vários outros pensadores, contribuiu sobremaneira para o âmbito humano. Dedicou seus estudos, entre outras áreas, ao campo da neurologia e à aplicação da hipnose em pacientes histéricos, fatores que contribuíram para a construção de um campo até então inexistente, o da Psicanálise (RAFFAELLI, 2006).
No que tange a educação, pode-se dizer que não houve um estudo específico destinado a ela, entretanto, por meio de seus estudos acerca do desenvolvimento sexual infantil e do papel da linguagem, é perceptível sua contribuição no que concerne aos aspectos ou avanços educacionais.
Segundo Pedroza (2006, p.70), para esse grande pensador “[...] a sexualidade no homem não é apenas dada pelo seu desenvolvimento biológico, mas é formada, principalmente, por uma energia que ele chamou de libido, que é motor de busca de satisfação de nossos desejos”. Demonstrou em sua teoria que o impulso sexual já se manifesta no bebê, entretanto, é na idade adulta que a escolha sexual tende a ser definida. Dividiu a seqüênciação dos impulsos sexuais em cinco fases de desenvolvimento, a saber, oral, anal, fálica, latência e genital.
A revelação, por Freud, das fases de desenvolvimento dos impulsos sexuais, acima expostos, causou espanto, pois, até então, a criança era vista como um símbolo de pureza, um ser assexuado (BRAGA, 2003). Nesse período, final do século XX, de acordo com Kupfer (S/D), predominavam as explicações orgânicas e psiquiátricas para doenças como psicoses, histeria e esquizofrenias e pouco eram conhecidas as causas das mesmas. Freud queria descobrir as origens, principalmente da histeria, doença cujos sintomas eram vômitos, alucinações visuais, contrações, paralisias parciais, perturbação de visão, ataques nervosos e convulsões e pela qual a maioria dos pacientes o procurava.
Ao estudar, então, a histeria, avaliou que as idéias incompatíveis, expulsas pelo “eu” e tornada inócua por sua transformação somática, são quase sempre de natureza sexual. Sendo assim, na sexualidade poderia ou não haver algo de insuportável? Tinha essa dúvida, a qual o conduziu à educação, no sentido de verificar qual papel que exerce na condenação da sexualidade. Isso o levou à descoberta da sexualidade infantil (KUPFER, S/D).
A moral transmitida pela educação, segundo Kupfer, sugere aos sujeitos algumas noções, tais como pecado ou vergonha que devem ter diante das práticas sexuais. Dessa forma, avalia como não necessário o abuso excessivo da autoridade educacional acerca dessas questões.
Para compreender a sexualidade infantil, Freud realizou estudos sobre as perversões. Constatou que nos seres humanos estão presentes práticas de natureza perversa, que desaparecem por meio da repressão. A cada um dos aspectos perversos como exibicionismo e prazer de sucção (contato com o seio da mãe), entre outros, presentes na sexualidade infantil, Freud denomina “pulsões parciais”, visto que é dirigida ao próprio corpo da criança, que por sua vez não busca um outro corpo como ocorre no desenvolvimento da genitalidade (KUPFER, S/D).
Ainda de acordo com Kupfer, quando é dirigida a um alvo não-sexual, visando objetos socialmente valorizados, a pulsão é dita como sublimada. Trata-se de uma busca por um objeto, na qual pode “[...] haver uma dessexualização, pois a energia (libido) continua a ser sexual, mas o objeto não o é mais. Pode-se citar como exemplo a seguinte situação: diante de uma criança com uma acentuada manifestação da pulsão anal, um educador pode agir de modo a transferir a energia da libido da criança para a atividade de esculpir em argila, substituindo a manipulação das fezes. A antiga ânsia ainda se faz presente, só que de um modo mais brando, justificando a busca daquela atividade sublimada” (KUPFER, S/D, p.4).
Conforme Kupfer clarifica, as pulsões sexuais parciais e claramente perversas são fundamentais para a sublimação. A ação educativa ao “atacar” tais pulsões, pode provocar o seu fracasso. Assim, vale ressaltar a defesa de Freud que sem perversões não há sublimação, ao passo que sem a última não há cultura.
Nesse sentido, no que se refere à educação, resta “[...] dirigir de forma mais proveitosa a energia que move tais pulsões, transformando, por exemplo, a pulsão escópica em curiosidade intelectual, desempenhando papel muito importante no desenvolvimento do desejo de saber” (KUPFER, S/D, p.4).
O próprio Freud, de acordo com Kupfer, não tinha métodos voltados à educação, mas esperava que os educadores construíssem seus métodos e criassem modos de operação, ele acreditava que um professor que entendesse a psicanálise poderia agir melhor com seus alunos. Declarou que “[...] o educador é aquele que deve buscar, para seu educando, o justo equilíbrio entre o prazer individual e as necessidades sociais.” (KUPFER, S/D, p.5).
A autora coloca, ainda, que no período em que Freud formula as relações entre cultura e sublimação, tem um discurso considerado otimista. Freud era muito consultado a respeito da melhor maneira de se educar os filhos e, em suas respostas, recomendava que a criança recebesse educação sexual assim que demonstrasse interesse. Defendia que os pais e professores deveriam ter claros os conhecimentos acerca da existência da sexualidade infantil. Os pais não tinham competência para tratar desses assuntos, na opinião de Freud, pois foram crianças e, pela repressão que sofreram na infância, se esqueceram da sexualidade infantil.
Em suas pesquisas chamava a atenção de Freud o fato de que apesar do parelho psíquico sempre procurar o prazer, vários pacientes produziam sintomas desagradáveis que lhes causavam sofrimento e mesmo assim continuavam a reproduzir. Mais tarde Freud chegou à conclusão de que o desprazer não fazia parte das pulsões sexuais, mas que seria o resultado do embate entre as pulsões de autoconservação e as sexuais. Freud mudou de idéia mais uma vez em 1920 ao observar, finalmente uma classe de fenômenos que o princípio do desprazer pelo conflito não explica e através da observação da repetição de atos desagradáveis chegou à concepção da pulsão de morte, que caracteriza o desejo do indivíduo de voltar ao estado inanimado, inorgânico que possuía antes da vida. A partir desta constatação a idéia de dualidade pulsional se alterou e então Freud colocou as pulsões do eu e as pulsões sexuais como representantes da vida e a pulsão da morte como aquela que quer tirar a vida do homem (KUPFER, p. 56).
Diante da pulsão de morte e do inconsciente, estudiosos apontaram para a incompatibilidade entre educação e psicanálise na medida em que a primeira busca o bem-estar. Kupfer rebate dizendo que a repetição leva à morte e, portanto o educador deve estar sempre renovando seus métodos de maneira a privilegiar o conflito que é a fonte da vida.
Freud, segundo Kupfer, questionou suas próprias idéias sobre educação inspiradas pela psicanálise:

_O educador deve promover a sublimação, mas sublimação não se promove por ser inconsciente.
_O educador deve esclarecer as crianças a respeito da sexualidade, se bem que elas não darão ouvidos.
_O educador deve se reconciliar com a criança que há dentro dele, mas é uma pena que ele tenha se esquecido de como é essa criança. (KUPFER, S/D, p.6).

Por meio de tais questionamentos, Freud sofreu uma desilusão com a educação, tendo em vista que constatou que: “A Educação é uma profissão impossível”. A Psicanálise não serve como fundamento para a Pedagogia, assim como não serve como princípio organizador de uma metodologia educacional (KUPFER, S/D).
As teorias psicanalíticas podem colaborar no sentido de se conhecer melhor e compreender o outro e a habilidade ou falta de habilidade deste, assim, o professor deve buscar conhecimentos que lhe proporcionem lidar com situações conflituosas as quais o aluno certamente enfrentará em seu caminhar, pois um professor despreparado pode causar danos irreversíveis em seus alunos.
A educação deve ser libertadora, e não um instrumento de dominação e repressão. Esta é a proposta da psicanálise libertar o indivíduo de suas próprias prisões, ajudá-lo a entender-se.
Podemos afirmar que, basicamente, as contribuições de Freud à educação dizem respeito primeiramente à transmissão de conhecimento através dos Inconscientes. Devemos esclarecer que o Inconsciente é o conceito fundamental da psicanálise, sendo considerado por ele a terceira ferida narcísica da humanidade. Com esse conceito, podemos nos conceber também como sujeitos do desconhecimento, no qual algo sempre escapa à pretensão de controle consciente, como, por exemplo, de tudo o que aprendemos.
Outra referência de Freud à educação diz respeito à importância da relação professor-aluno, o que nos leva a pensar na questão da transferência sob o aspecto de um fenômeno que não se passa apenas entre paciente e terapeuta, mas que perpassa todas as relações humanas. Embora o que se passa na escola seja diferente, na psicanálise a transferência constitui seu próprio instrumento de trabalho.
Finalmente, uma terceira contribuição encontrada nos textos freudianos aponta para o papel da educação como auxiliar da sublimação sexual (já que seus argumentos afirmam que a curiosidade intelectual é derivada da curiosidade sexual). Quanto a essa última referência, devemos ter em mente que esse desvio pulsional necessário não deve ser excessivo e chegar a inibir o sujeito do desejo.
Tendo como base nossa reflexão acerca das contribuições Freudianas para o campo educacional e diante de tal constatação, há que se avaliar em que dimensões essa verdade se consubstanciou na era Pós-freudiana.
Ao analisarmos os estudos posteriores à Psicanálise, é possível a verificação de alguns teóricos interessados na relação da mesma com a Educação. Pode-se citar Oskar Pfister e Hans Zulliger com a tentativa da criação de uma disciplina, a Pedagogia Psicanalítica; Ana Freud com a transmissão da teoria psicanalítica a pais e professores; a transmissão da Psicanálise aos representantes da cultura interessados em ampliarem sua visão de mundo – que apesar de significativa não foi expressiva na educação; Karl Abraham, que formulou as fases do desenvolvimento afetivo-emocional da criança.
Catherine Millot, de acordo com Kupfer, é a psicanalista da contemporaneidade que melhor representa a posição de que não se pode, ou não é possível o casamento da Psicanálise com a Educação. A primeira aceita um debate com a cultura, mas nunca a sua aplicação. Somente é possível a aplicação clínica psicanalítica.
Millot dedicou seus estudos à relação da Psicanálise com a Educação, constatando que

Para que houvesse uma Educação Analítica, seria preciso que ela renunciasse àquilo que a fundamenta, que é a sua razão de ser. Precisaria deixar de ser Educação. Também não seria possível que o pedagogo ocupasse o lugar do psicanalista, exercendo uma influência analítica sobre a criança. Para isso teria que ter neutralidade e em Educação isso é impossível e até mesmo desaconselhável. (KUPFER, S/D, p. 12).


Tendo em vista os argumentos expostos acima, encerramos esse ensaio inferindo que: é possível que o educador possa se beneficiar do saber psicanalítico, tendo em vista que esse não abandone o seu papel, que não procure transferir tais conhecimentos ao saber pedagógico, isso seria um erro, um engano – é preciso buscar um equilíbrio ao se trabalhar com essas duas áreas de conhecimento, extremamente diferentes. A Psicanálise pode ser transmitida ao educador. O que não significa torná-lo um psicanalista, aplicando tais conhecimentos no trato com os alunos, longe disso, tais conhecimentos podem ser apropriados de forma a produzir efeitos na postura desse profissional enquanto educador.





Referências:

BRAGA, M. R. Conhecendo a sexualidade infantil. 2003. Disponível em: Acesso em: 12/11/2008.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Relações Interpessoais: Abordagem Psicológica. / PEDROZA, R. L. S. - Brasília: Universidade de Brasília, Centro de Educação a Distância, 2006.

BUSCH, Otto. Calendário Histórico - 1933: Grande queima de livros pelos nazistas. Disponível em: Acesso em: 10/11/2008.

KUPFER, M. C. Freud e a Educação. Disponível em: Acesso em: 12/11/2008.

RAFFAELLI, Rafael. Freud: questões epistemológicas. Cadernos de pesquisa interdisciplinar em Ciências Humanas. ISSN 1678-7730 nº 80. FPOLIS, abril de 2006.