segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Manuseando o Projeto Político Pedagógico

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2


Manuseando o Projeto Político Pedagógico


Ao analisar o PPP do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – Ensino Fundamental e Médio e da Escola Estadual Princesa Izabel – Ensino Fundamental (estágio), verifiquei que os mesmos seguem um tipo de “padronização” quanto a sua composição e/ou estrutura.
Num primeiro momento, por meio da introdução do documento, as escolas fazem uma análise, evidenciando aspectos diferentes, acerca do momento histórico atual, no qual estão inseridas. Dessa forma, observam o papel da escola na transformação social desse contexto de turbulências e conflitos presentes na contemporaneidade, justificando assim, a necessidade da construção de um eixo norteador para as ações pedagógicas no ambiente escolar, qual seja, o PPP.
Em segundo lugar, cada escola, em seu referido projeto, se identifica por meio de dados como: o endereço; pontos de referência para sua localização; as resoluções e publicações que autorizaram suas ofertas de ensino; as pessoas que se encontravam na Direção na determinada época; os processos de Reconhecimento dos ensinos ofertados e diversas leis que regulamentaram e regulamentam seu funcionamento; a dualidade na administração; a divisão dos espaços da escola – quantidade de salas, laboratório, refeitório, etc.; períodos de funcionamento de cada setor; quadro de professores com a respectiva formação e disciplinas que atuam; quadro de funcionários seguido da função e horário em que atuam; entre outros.
Em terceiro lugar, cada projeto traz seus objetivos considerando a legislação vigente e o contexto de seu alunado. Em seguida, no Marco Situacional, retomam as questões educacionais presentes nas diversas leis vigentes justificando e reivindicando uma educação de qualidade para todos. Colocam o número de alunos que atendem e traçam, pautados em pesquisa, um perfil desse corpo discente. São identificados, dessa forma, vários problemas presentes no cotidiano da escola.
Logo após, no Marco Conceitual, é notória uma diferença entre os dois projetos analisados. O primeiro, do Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, coloca como referencial teórico da organização pedagógica da escola a Pedagogia Histórico-Crítica, de Dermeval Saviani. Esta concepção, segundo o documento analisado, tem seus pressupostos embasados no materialismo histórico-dialético, se consubstanciando uma tentativa de superação das tendências pedagógicas não críticas, que vêem a escola como instrumento de equalização social, e as teorias críticas, que levam em conta os determinantes sociais, entretanto, têm caráter reprodutivista, observando a escola como reprodutora dessas condições determinantes. Já o segundo projeto, da Escola Estadual Princesa Izabel, tem como referencial teórico as concepções Piagetianas, de caráter interacionista, que constitui uma tentativa de integrar as posições dicotômicas de duas tendências teóricas que permeiam a Psicologia em geral, a saber, o materialismo mecanicista e o idealismo. O método piagetiano, psicogenético, tem como finalidade obter a compreensão de como o sujeito se constitui enquanto sujeito cognitivo, elaborador de conhecimentos válidos. Em outras palavras, leva em conta o processo evolutivo de origem biológica, as formas primitivas da mente são ativadas pela ação e interação do indivíduo com o meio ambiente, isto é, reorganizadas pela psique socializada. Outro referencial é a autora Emília Ferreiro, seguidora das idéias piagetianas, que não criou um método de alfabetização, como muitos pensam, mas contribui de forma relevante quando observa como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Em outro momento os PPPs fazem referência aos Princípios da Gestão Democrática, colocando quais os objetivos de sua consolidação. Em seguida, há uma explanação da distribuição das turmas e modalidades de ensino. Após, observa-se uma reflexão acerca do processo avaliativo e uma exposição das formas de avaliações adotadas por cada escola, bem como o peso das notas e a questão da freqüência escolar exigida, além de uma avaliação institucional que considera aspectos como: a escola; o processo ensino-aprendizagem; a convivência; o tratamento dispensado aos pais; o tratamento dispensado aos alunos e ações disciplinares.
Por fim, cada projeto apresenta o Marco Operacional. Nesse, são esclarecidos fatores como a organização sistêmica da escola, a organização interna e seus objetivos, a articulação entre as unidades da escola, preocupação com a consciência de todos os seguimentos com relação não só à elaboração, mas à efetivação do projeto, seu acompanhamento e desenvolvimento. Além disso, apresentam no Marco Operacional os mecanismos e/ou estratégias que a escola utilizará a fim de solucionar os problemas identificados no contexto escolar. Entre eles considerei como principais: os projetos para abertura de Sala de Recursos e Sala de Apoio, na existência de demanda; projetos de inserção às tecnologias, tendo como via principal o laboratório de informática das escolas e a utilização das TVs pen-drive; projetos culturais diversos que de estimulam a freqüência e o aprendizado; e projetos específicos de combate à evasão escolar, entre outras inúmeras possibilidades relacionadas ao contexto escolar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2


Pesquisa acerca do Projeto Político Pedagógico

O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento, produzido pela escola e devidamente regulamentado, no qual é traçado todo o trabalho pedagógico que a escola realiza. A escola, segundo Veiga (2008) é o local de concepção, realização e avaliação de seu projeto educativo, uma vez que deve abarcar a realidade social de seus alunos, ou seja, considerar o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, é fundamental uma escola consciente, que tenha seu papel bem definido e trabalhe com vistas a tal projeto. Dessa forma, avalia-se desnecessário que órgãos superiores como: Núcleo Regional de Educação ou Secretaria de Estado da Educação pressionem a elaboração desse documento. A escola deve assumir suas responsabilidades, e entre elas, a construção do PPP, utilizando esses órgãos superiores apenas como suporte para eventuais dúvidas ou esclarecimentos. Entretanto, faz-se necessário o fortalecimento das relações entre escola e sistemas de ensino (VEIGA, 2005).
Veiga (2005) analisa que um projeto vai além do sentido etimológico da palavra: plano, intento, desígnio. É também político,

O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. (VEIGA, 2005, p. 13)

Entendendo como Projeto a busca de um direcionamento, como Político, a articulação dos interesses sóciopolíticos de uma determinada sociedade, como Pedagógico, a intencionalidade da escola, e verificando a indissociabilidade dos dois últimos, pode-se considerar que um Projeto Político Pedagógico é um processo constante de discussões e reflexões dos problemas encontrados na realidade escolar, e assim, uma busca de alternativas, coletivamente evidenciadas, que possam levar à superação de tais problemas.
Para que o PPP seja construído de forma comprometida faz-se necessário em sua composição, segundo Veiga (2005), a presença de alguns princípios norteadores, tais como: igualdade – de acesso e permanência na escola, de oportunidades; qualidade – técnica, no que diz respeito aos instrumentos e conteúdos, política, no que concerne ao desafio do manejo adequado de instrumentos capazes de fazer a história humana; gestão democrática – tendo em vista um processo coletivo de elaboração, de socialização escolar; liberdade – associado à idéia de “autonomia” – para Neves (2005), a autonomia da escola é um exercício de democratização desse espaço, é delegar ao diretor da escola e aos demais organizadores do trabalho pedagógico como um todo a possibilidade de resolver as situações que sua clientela demanda, e não ter que encaminha-la à órgãos superiores; e a valorização do magistério – tendo em vista que a qualidade do ensino está inteiramente ligada ao profissional docente. A autora considera que a elaboração de um PPP, seguindo os princípios acima expostos, aliada a um aprofundamento das questões referente à organização do trabalho pedagógico, contribui de forma expressiva para a compreensão dos limites e possibilidades dos projetos políticos voltados às classes menos favorecidas.
Todavia, os seguimentos da escola devem ter claros os princípios norteadores do projeto da escola, além disso, devem ter consciência de que “[...] a dominação no interior da escola efetiva-se por meio das relações de poder que se expressam nas práticas autoritárias e conservadoras dos diferentes profissionais, distribuídos hierarquicamente, bem como por meio das formas de controle existentes no interior da organização escolar” (VEIGA, 2005, p. 21), tendo em vista que essa forma de organização pode descaracterizar a escola como instituição histórica e socialmente determinada.
Tendo em vista o exposto, considera-se de suma importância explicitar elementos que devem compor um PPP, pois a clarificação de alguns aspectos que envolvem sua elaboração possibilita uma melhor compreensão do processo de elaboração do mesmo. Veiga (2005) salienta sete elementos que considera básicos na construção de um PPP, a saber, as finalidades da escola, a estrutura organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a avaliação.
As finalidades devem ser bem definidas e os educadores, ter clareza da ação educativa que a escola desenvolve em termos de cultura, política, formação profissional e humana; as estruturas administrativas organizam a parte de recursos físicos e humanos e as pedagógicas organizam as funções educativas para que a escola atinja suas finalidades; o currículo abarca a construção social do conhecimento e é inerente à organização escolar; o tempo escolar é um fator imprescindível para a organização de todo o trabalho pedagógico; o processo de decisão deve englobar todos os seguimentos da escola, ser democrático; as relações de trabalho devem ser estabelecidas de forma colaborativa para um bom andamento escolar, calcada em atitudes de solidariedade e reciprocidade; a avaliação nos leva a conhecer a realidade escolar e assim colocarmos em prática o projeto, por isso é fator fundamental.
Para finalizar, vale ressaltar que Veiga (2005) reafirma a necessidade de a escola tomar uma nova postura com relação à organização do seu trabalho pedagógico – sob a ótica de Santiago (2005, p.163), isso se constitui um grande desafio aos educadores, uma vez que precisam ter claros [...] os propósitos que definem a intencionalidade e a dimensão das transformações que, necessariamente, deverão ocorrer na escola [...]. Precisa se desvencilhar da divisão e fragmentação do trabalho e sua hierarquização, além de refletir o cotidiano da escola em meio a um processo coletivo, de participação, no qual aja a ação e a interação de todos de forma comprometida.

Referências:

NEVES, C. M. C. Autonomia da Escola Pública: um enfoque operacional. . In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.

SANTIAGO, A. R. F. Projeto-Político Pedagógico da Escola: desafio à organização dos educadores. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.

VEIGA, I. P. A. Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. 20ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.

MÓDULO 2 - ATIVIDADE: Entrevistando o Pedagogo das Escolas

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário – Turma 03
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima
Referência: Módulo 2

Atividade da PPS

Para realização das entrevistas com as Pedagogas das escolas foram consideradas as seguintes questões:

1. De que forma foi elaborado o Projeto Político Pedagógico da escola?
2. Quem participou dessa elaboração?
3. Qual o referencial teórico utilizado?
4. Qual a filosofia da escola? (ou por qual linha teórica ela se orienta?)
5. Qual a legislação utilizada nessa elaboração?
6. Você tem alguma observação que considera relevante acerca da construção do PPP?

ENTREVISTA 1: Escola Estadual Princesa Izabel (Estágio)
Pedagoga entrevistada: Rosangela de Lima

Segundo a Pedagoga Rosangela de Lima, o Projeto Político Pedagógico da Escola Estadual Princesa Izabel foi elaborado de forma coletiva, com a participação de todos os seguimentos da escola, incluindo os pais e a comunidade escolar. Para sua elaboração foram realizadas várias reuniões, debates, entrevistas e questionários com todos os envolvidos. Sendo assim, participaram da elaboração do PPP: Direção, Equipe Pedagógica, Professores, Funcionários, Alunos, Pais, APMF, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e outros representantes da Comunidade Escolar, desses, a Equipe Pedagógica e a Direção coordenaram os trabalhos.
Na elaboração do PPP da referida escola, foram utilizadas referências como Jean Piaget e Emília Ferreiro, ligando a escola a uma filosofia Interacionista, que leva em conta a construção do conhecimento pelo aluno com a mediação do professor. Além dessas referências, leis e outros documentos foram considerados, tais como: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Currículo Básico do Estado do Paraná, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga considera como de fundamental importância que a Equipe Pedagógica e a Direção da escola, seguimentos que coordenam os encaminhamentos de elaboração do PPP, tenham uma formação consciente, que valorizem as contribuições dos diversos seguimentos da escola, sistematizando-as e colocando-as devidamente no projeto, visto que somente dessa forma é que se realiza uma construção coletiva e democrática.
ENTREVISTA 2: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – E F M
Pedagoga entrevistada: Rosangela Martins da Silva

Segundo a Pedagoga Rosangela Martins da Silva, o Projeto Político Pedagógico do colégio foi elaborado por etapas, em reuniões envolvendo os diversos segmentos da escola. Foi retomado em diversas ocasiões e reorganizado. Contou com uma equipe de organizadores composta pela Equipe Pedagógica e Direção da escola, os quais fizeram os encaminhamentos para a elaboração do documento, e com a participação dos Funcionários, Professores, Alunos, Comunidade local, APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil.
Como referencial teórico a escola utilizou o Currículo Básico do Estado do Paraná. Fundamentaram-se na teoria Histórico-Crítica que leva em conta a produção histórica e coletiva da humanização e que provê meios para uma transformação social. Outros documentos utilizados foram: a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais, o Regimento Escolar, entre outros.
A Pedagoga observou que o PPP deveria ser realimentado ou reelaborado anualmente, porém, considera que não há tempo, tendo em vista a correria do cotidiano da escola e as diversas funções assistencialistas que vem sendo impostas nesse fazer diário. Lamenta por isso.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

MÓDULO 1 - ATIVIDADE : Ficha de Registro da Prática Profissional Supervisionada 1

ProFuncionário: Curso Técnico em Multimeios Didáticos                MUNICÍPIO: CIANORTE  NRE: CIANORTE                                       
Ficha de Registro da Prática Profissional Supervisionada
CURSISTA: ROSILENE DE LIMA
Ficha nº:  1    Bloco de Formação: ( X ) Pedagógica     (    ) Técnica       Período letivo: 02/08/2008 a 23/08/2008
DATA
HORAS
Atividades Desenvolvidas
Instituição da Prática Profissional
Assinatura do responsável
Função
05/08
2
Levantamento da escolas do município de Cianorte.
C. E. Prof. Caio Mário Moreira

Diretora
06/08
2
Relação nominal e ações do Conselho Escolar.
C. E. Prof. Caio Mário Moreira

Diretora
07/08
2
Relação nominal e ações do Conselho Escolar.
Escola Estadual Princesa Izabel

Diretora Auxiliar
12/08
2
Relação de Funcionários e forma e data de contratação.
C. E. Prof. Caio Mário Moreira

Diretora
14/08
2
Relação de Funcionários e forma e data de contratação.
Escola Estadual Princesa Izabel

Diretora Auxiliar
19/08
2
Relação nominal e ações da APMF e Grêmio Estudantil.
C. E. Prof. Caio Mário Moreira

Diretora
20/08
4
Relação nominal e ações da APMF e Grêmio Estudantil.
Escola Estadual Princesa Izabel

Diretora Auxiliar



Assinatura da Direção: ________________________________________________ Assinatura da Tutora:________________________________
Data da conclusão: 22/ 08/ 2008            Total de horas: 16

MÓDULO 1 - ATIVIDADE : RELATÓRIO DA PRÁTICA PROFISSIONAL SUPERVISIONADA DA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima


RELATÓRIO DA PRÁTICA PROFISSIONAL SUPERVISIONADA DA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

Assunto: Relatório das Atividades Práticas desenvolvidas nos Estabelecimentos de Ensino.

Objeto da Apuração: Pesquisas

Local: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira – E F M e Escola Estadual Princesa Izabel – E F (Estágio)

Data: Agosto de 2008


Senhora Tutora do Curso Profuncionário Multimeios Didáticos:


            Este relatório objetiva demonstrar os resultados das atividades práticas  desenvolvidas nos estabelecimentos de ensino: Colégio Estadual Professor Caio Mário Moreira, no qual trabalho, e Escola Estadual Princesa Izabel, na qual estou realizando o estágio. Foram realizadas de 02/08/08 a 23/08/08, período em que foi trabalhado conosco o primeiro módulo do curso, com o livro “Funcionários de Escolas: cidadãos, educadores, profissionais e gestores” de João Antônio Cabral de Monlevade, contemplando oito unidades de expressivos conteúdos. Tais unidades exigem uma experiência empírica, capaz de legitimar os aspectos teóricos apresentados.
            A primeira atividade desenvolvida foi o levantamento das escolas existentes no município de residência, que no meu caso é Cianorte. Foi desenvolvida por meio de pesquisa junto ao Núcleo Regional de Educação, no que concerne a quantidade de escolas e sua classificação (particulares, públicas, filantrópica, etc.), e diretamente nas escolas no que se refere a quantidade de alunos matriculados nas mesmas. Essa atividade foi extremamente relevante, pois um profissional da educação deve, em primeiro lugar, conhecer a abrangência do campo de atuação em sua região, para então alçar olhares mais longínquos.
            O levantamento dos membros e ações do Conselho Escolar das duas escolas (a que atuo e a que realizo estágio) foi a segunda atividade prática que desenvolvi. No colégio Caio Moreira pesquisei primeiramente os membros do Conselho Escolar, do qual sou representante do seguimento dos funcionários administrativos, devidamente registrados em ata, conforme eleição da comunidade. Em segundo lugar, verifiquei ações realizadas por este órgão colegiado, tais como: decisões acerca dos alunos, do calendário escolar, do regimento da escola, do Projeto Político Pedagógico, das aplicações de verbas, entre outras, todas devidamente documentadas. Como membro do Conselho Escolar do Colégio Caio Moreira, ratifico as informações contidas nas atas e acrescento ser de primordial importância a presença e efetiva participação deste órgão na escola, visto que, com o poder que exerce nas tomadas de decisões, pode ser considerado o “coração da escola”.
            Como terceira atividade prática, pesquisei a quantidade de funcionários de cada escola, bem como o cargo que ocupam, a data em que foram admitidos e a forma de contratação. Foi uma atividade que demandou bastante cautela, pois evidencia-se uma certa resistência, por parte de alguns funcionários, em revelar a forma pela qual foi contratado. Foi perceptível que a quantidade de funcionários trabalhando nas escolas são insuficientes, pois o Estado parte da perspectiva do número de alunos para efetuar as contratações e não considera a estrutura física da escola, que muitas vezes exige maior número de pessoas atuando.
            A investigação entorno dos membros e ações das APMFs e Grêmios Estudantis das escolas foi a última atividade prática desenvolvida no primeiro módulo. Foi realizada diretamente nas escolas, campos de investigação do trabalho, por meio de dados fornecidos pelos funcionários da secretaria e relatos de pessoas que tem participação efetiva junto aos órgãos. As ações investigadas são muito expressivas no cotidiano das escolas. Pode-se dizer que depois do Conselho Escolar, a APMF é o norte da escola e o Grêmio Estudantil uma voz a mais defendendo os interesses dos alunos.
            Vale ressaltar que os conhecimentos apreendidos, por meio da realização das atividades práticas, são de fundamental importância para os profissionais da educação. Por meio das atividades desenvolvidas verifica-se que a qualificação dos que estão diretamente envolvidos com a educação é essencial para o entendimento e comprometimento do papel que exercem.
            Nada mais havendo a relatar, atenciosamente,



__________________________
Rosilene de Lima
Cursista



domingo, 12 de junho de 2011

MÓDULO 1 - MEMORIAL

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima


MEMORIAL MÓDULO 1


            Este memorial refere-se ao primeiro módulo estudado do curso técnico de formação para os funcionários da educação (Profuncionário) em Multimeios Didáticos, cujo tema em questão foi “Funcionários de Escolas: cidadãos, educadores, profissionais e gestores”, parte integrante do área de formação pedagógica. É um curso de educação a distância, em nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativas nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de Educação Básica.
            Inicialmente, os temas propostos para trabalho foram, na unidade I “Funcionários das escolas públicas: quem somos nós?” e na unidade II “O que é educação? Desenvolvimento pessoal, socialização, comunicação e formação”.
            Foi muito interessante estudar esses temas. Gostei muito da forma como o autor trabalha o texto, num formato de histórias verídicas, contando exatamente o dia-a-dia da escola. Por meio dessa metodologia e ainda com a orientação da tutora do curso, foi possível refletir acerca das diversas situações encontradas no interior da escola e tomar uma mudança de postura com relação a algumas delas, visto que como profissional da educação evidencia-se a necessidade de um trabalho harmônico, de respeito, valores e cidadania.
            Dentro dessas unidades pesquisei todas as escolas do município de Cianorte, a quantidade de alunos nelas matriculados, bem como as etapas que cada escola atua na Educação Básica. Informações como essas, considero de suma importância a todos os envolvidos na área educacional. É preciso conhecer o campo em que se atua para se ter um bom desempenho no trabalho a ser desenvolvido.
            Estudei também diversas temáticas presentes no ambiente escolar, tais como: a importância dos órgãos colegiados e participação nesses de todos os seguimentos da escola; a Proposta Pedagógica da escola que deve ser elaborada coletivamente e de forma coerente com o Regimento Escolar, documentos que fundamentam a vida escolar; aprendi a classificar as escolas de acordo com sua mantenedora; entrevistei pessoas que passaram pelo “exame de admissão”, uma prova que era realizada antigamente para a promoção do nível primário para o ginásio; investiguei as famosas Escolas Normais, sendo a primeira em Niterói, na capital da Província do Rio de Janeiro e as alterações que houveram por meio da Lei 5692/71, que transformou o curso Normal em “habilitação para o magistério”, e a Lei 9394/96, que reiterou o curso normal, em nível médio, como alternativa para a formação de professores a atuarem na Educação Infantil e no Ensino Fundamental; a relevância em se pensar em educação como um todo, não apenas como responsabilidade da escola, mas um papel das mais diversas instituições sociais, como a família, a igreja, etc.; o papel do funcionário da escola perante os alunos, tendo em vista que o ambiente escolar deve ser educacional, não limitando-se as quatro paredes da sala de aula; e muitas outras temáticas debatidas em sala de aula com os colegas que trabalham em outras escolas.
            Nas unidades III e IV foram propostos os seguintes temas “A escola pública como espaço da educação de qualidade: Constituição e LDB” e “Gênese histórica dos funcionários: religiosos coadjutores, escravos serviçais, subempregos clientelísticos e burocratas administrativos. Reconstruindo identidades”, respectivamente.
            A unidade III oportunizou-me relembrar o processo de ocupação portuguesa, um tanto astucioso, do território brasileiro; a forma com que os índios se submeteram à educação européia; a interação entre portugueses e índios delineando uma cultura indígena “civilizada”; a fundação da primeira escola (elitizada) do Brasil; etc. Para uma melhor visualização do período estudado, foi recomendado pela tutora do curso assistirmos ao filme “A Missão”[1], o qual retratou bem que, embora os jesuítas tivessem como objetivo a difusão da fé e a conversão dos nativos, as missões acabaram como mais um instrumento do colonialismo, onde em troca do apoio político da Igreja, o Estado se responsabilizava pelo envio e manutenção dos missionários, pela construção de igrejas, além da proteção aos cristãos.
            Outro aspecto importante a ser lembrado, no que concerne à unidade III, é a questão da Constituição de 1988, nossa sexta Carta Magna que dedica um espaço exclusivo à educação. Por meio de sua promulgação evidencia-se uma preocupação com a qualidade da educação dos brasileiros, igualdade de condições de acesso e permanência na escola, liberdade de aprender, pesquisar, expressar o pensamento, pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, gratuidade no ensino, valorização dos profissionais que atuam nessa área e gestão democrática do ensino público.
            Por meio da unidade IV analisei aspectos históricos acerca da gênese dos funcionários. Em síntese, inicialmente surgiram os coadjutores, irmãos religiosos que auxiliavam os padres Jesuítas, encarregados das aulas. Trabalhavam como enfermeiros, sacristães, horticultores, bibliotecários, etc., atividades relacionadas ao processo de ensino. Com a expulsão dos Jesuítas foram instituídas “aulas régias”, a cargo de uma única pessoa: o professor. Esse, quando auxiliado era por um escravo. Por volta de 1834, com a multiplicação das escolas, surgiram duas formas de funcionários, ambos assalariados – uns responsáveis pela conservação e outros pela secretaria da escola – por indicação política ou concurso público. Ainda hoje os temos presentes nos órgãos do sistema de ensino: os subempregados clientelísticos e os burocratas administrativos.
            Foi interessante refletir sobre a forma de contratação dos funcionários atualmente nas escolas. Todos devem passar por uma prova de conhecimentos gerais, entretanto, não é levada em conta a experiência empírica da pessoa. Um homem que mal sabe fritar um ovo, por exemplo, é capaz de passar em um concurso para trabalhar de cozinheiro. Esse cenário começa a tomar novas formas nos dias de hoje. Expressão disso são os cursos técnicos Profuncionário, que visam a construção de identidades profissionais, tais como: técnicos em administração escolar; técnicos em multimeios didáticos; técnicos em alimentação escolar; técnicos em meio-ambiente e manutenção de infra-estrutura escolar. Todavia, esse processo de construção identitária depende de nós funcionários, de “vestirmos a camisa”, de buscarmos uma qualificação profissional, de nos comprometermos com o nosso trabalho que é inerente ao desenvolvimento educacional.
            “Funcionários: em primeiro lugar, cidadãos. Escolaridade básica e superior” e “O papel dos funcionários como educadores” foram os temas de estudo das unidades V e VI. Esses temas me permitiram observar pormenorizadamente a situação escolar dos funcionários em exercício na atualidade. Esses têm buscado uma qualificação profissional de nível superior, direito de todo cidadão e extremamente importante para o crescimento tanto intelectual quanto profissional, tendo em vista que um curso superior amplia os horizontes de qualquer pessoa e que a educação do funcionário influi diretamente nas relações que este estabelece com os alunos. Daí a importância de cada um ter bem delineado o seu papel como educador, instigando os alunos a um comportamento adequado, mantendo bons relacionamentos, preservando o ambiente escolar, respeitando não somente os professores e funcionários, mas os colegas, enfim, estabelecendo valores de cidadania. Por meio de ações como essas evidencia-se a educação na escola como um todo, não apenas na sala de aula.
            As últimas unidades estudadas no primeiro módulo: “Funcionários: profissionais valorizados ou servidores descartáveis?” e “Funcionários: gestores na democracia escolar, VII e VIII respectivamente, me permitiram analisar algumas concepções, criadas pela sociedade em geral, acerca das atividades desenvolvidas por professores e funcionários nos estabelecimentos de ensino. Os primeiros, muitas vezes, são considerados o centro do processo ensino aprendizagem, responsáveis pelas atividades fins, quando na verdade o produto final é resultado de um trabalho coletivo. Entretanto, desde momentos como a chegada a escola, por meio do cumprimento do porteiro e a realização da matrícula, até a saída, após o aluno ter estudado em uma sala de aula limpa, ter tomado uma merenda nutritiva que o fortaleceu e aumentou sua capacidade de concentração, ocorre um movimento no sentido de atingir a aprendizagem dos alunos, todavia, não apenas de ensiná-los, mas de educá-los numa totalidade, formando consciências e valores com os quais os alunos irão se deparar em sua prática social. E essas atividades são chamadas meios.
           


[1]    TÍTULO DO FILME: A MISSÃO (The Mission, ING 1986)
DIREÇÃO: Roland Joffé
ELENCO: Robert de Niro, Jeremy Irons, Lian Neeson, 121 min., Flashstar

MÓDULO 1 - ATIVIDADE : ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA ESTADUAL PRINCESA IZABEL – E F (ESTÁGIO)

Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário
Professora: Aurineide Maria Moreira Hauth
Aluna: Rosilene de Lima


ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS DA
ESCOLA ESTADUAL PRINCESA IZABEL – E F (ESTÁGIO)


MEMBROS DA DIRETORIA:
CARGO / FUNÇÃO
NOME
Presidente
Deniz da Silva
Vice-Presidente
Valéria Lobianco
1º Secretária
Líbia aparecida Silva Linhares
2º Secretária
Roseli Aparecida Patuzzo
1º Tesoureiro
Edilson Manoel Martinez
2ºTesoureiro
Evandro Peixe
1º Diretor Sócio-Cultural-Desportivo
Neusa Marisa Daniel Hernandes
2º Diretor Sócio-Cultural-Desportivo
Maria de Lourdes Almeida


MEMBROS DO CONSELHO DELIBERATIVO  E  FISCAL:
Representante dos Pais de Alunos
Eudemir Herran Fernandes
Maria Edinéia dos Santos
Pedro Saporetti
Sônia Ferreira Pinheiro
Representante dos Professores
Sílvia Regina Binder Cadan
Vera Lucia Barreiras Kochem
Representante dos Funcionários
Maria Aparecida da Silva Justo
Eudani Débora Barbosa da Silva


            A APMF da Escola Estadual Princesa Izabel tem atuado na realização de promoções para arrecadação de verbas, que são revertidas em benfeitorias, aplicadas em prol da qualidade da educação de seus alunos. Muitos materiais são adquiridos por meio desse trabalho, o que torna a estrutura física e pedagógica capacitada para um melhor desempenho educacional.